Deverá vir outra rede, com sete estações para compor a área, totalizando 12 estações até dia 16 deste mês
Sobral. Depois do tremor de terra registrado na zona norte do Ceará, de magnitude 4.3 na Escala Richter no dia 21 de maio, e cujos reflexos foram sentidos até na Capital, os abalos continuam, embora em menor intensidade. Diante disso, chegaram, ontem a este município, trazidas pelos técnicos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Eduardo Menezes e Carlos Alberto dos Anjos, cinco Estações Sismológicas que serão instaladas no entorno das Serras do Rosário, Meruoca e Alcântaras, região considerada o epicentro dos tremores. Além dessas estações, deverá vir outra rede, com sete estações, para compor a área, totalizando 12 estações.
Os equipamentos, que ajudarão no estudo dos fenômenos naturais, são, basicamente, um “sismômetro”, que registra freqüências diferenciadas, e um “registrador”, espécie de computador que digitaliza dados pelo sismômetro e armazena em disco rígido. “Ele registra e cria um arquivo por cada evento que ocorre. É feito um registro contínuo, de hora em hora”, disse Menezes.
Segundo ele, a previsão de chegada da segunda parte do material é dia 16 deste mês. “Eles serão rebocados de uma área onde estão operando na região do Jaguaribe. Nós teremos que substituir algumas estações de lá, esses aparelhos estavam há um ano naquela região”, disse Eduardo Menezes.
Segundo o técnico, essa nova medida não permitirá que os dados registrados pelos aparelhos sejam coletados via internet. “Ele não vai entrar no sistema via telemetria (obtenção de dados à distância), até em função da característica da região. É muito complicado montar numa região tão acidentada, e fazer links de ponto-a-ponto, para que se possa ter acesso a essas estações através de internet”, justificou. Assim, os dados deverão ser coletados, periodicamente, no local, por profissionais treinados.
Os equipamentos digitais, que fazem parte do Projeto Milênio, são financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O objetivo central é estudar a Planície da Borborema, espaço que abrange os Estados do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte até Sergipe.
Os equipamentos que agora estão na zona norte do Ceará compõe outras cinco estações: uma instalada em Pernambuco, outra na Paraíba, duas no Rio Grande do Norte e duas no Ceará (Sobral e Ocara). Com os resultados obtidos pelos equipamentos, pesquisadores da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e da Universidade Federal do Ceará (UFC) continuarão os estudos em torno do fenômeno. O transporte dos equipamentos e o apoio logístico aos técnicos é dado pela Prefeitura de Sobral.
Mais informações:
Laboratório de Sismologia da UFRN
(84) 3215.3796
Defesa Civil
199 ou (88) 9913.6037
Sobral. Depois do tremor de terra registrado na zona norte do Ceará, de magnitude 4.3 na Escala Richter no dia 21 de maio, e cujos reflexos foram sentidos até na Capital, os abalos continuam, embora em menor intensidade. Diante disso, chegaram, ontem a este município, trazidas pelos técnicos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Eduardo Menezes e Carlos Alberto dos Anjos, cinco Estações Sismológicas que serão instaladas no entorno das Serras do Rosário, Meruoca e Alcântaras, região considerada o epicentro dos tremores. Além dessas estações, deverá vir outra rede, com sete estações, para compor a área, totalizando 12 estações.
Os equipamentos, que ajudarão no estudo dos fenômenos naturais, são, basicamente, um “sismômetro”, que registra freqüências diferenciadas, e um “registrador”, espécie de computador que digitaliza dados pelo sismômetro e armazena em disco rígido. “Ele registra e cria um arquivo por cada evento que ocorre. É feito um registro contínuo, de hora em hora”, disse Menezes.
Segundo ele, a previsão de chegada da segunda parte do material é dia 16 deste mês. “Eles serão rebocados de uma área onde estão operando na região do Jaguaribe. Nós teremos que substituir algumas estações de lá, esses aparelhos estavam há um ano naquela região”, disse Eduardo Menezes.
Segundo o técnico, essa nova medida não permitirá que os dados registrados pelos aparelhos sejam coletados via internet. “Ele não vai entrar no sistema via telemetria (obtenção de dados à distância), até em função da característica da região. É muito complicado montar numa região tão acidentada, e fazer links de ponto-a-ponto, para que se possa ter acesso a essas estações através de internet”, justificou. Assim, os dados deverão ser coletados, periodicamente, no local, por profissionais treinados.
Os equipamentos digitais, que fazem parte do Projeto Milênio, são financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O objetivo central é estudar a Planície da Borborema, espaço que abrange os Estados do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte até Sergipe.
Os equipamentos que agora estão na zona norte do Ceará compõe outras cinco estações: uma instalada em Pernambuco, outra na Paraíba, duas no Rio Grande do Norte e duas no Ceará (Sobral e Ocara). Com os resultados obtidos pelos equipamentos, pesquisadores da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e da Universidade Federal do Ceará (UFC) continuarão os estudos em torno do fenômeno. O transporte dos equipamentos e o apoio logístico aos técnicos é dado pela Prefeitura de Sobral.
Mais informações:
Laboratório de Sismologia da UFRN
(84) 3215.3796
Defesa Civil
199 ou (88) 9913.6037