‘O Supremo sem os ministros de Lula tem jeito’, diz Flávio Bolsonaro, em Fortaleza

Candidato projetou a indicação de cinco ministros para o STF no próximo mandato.

15 de Setembro de 2026 - 21:24 (Atualizado às 21:37)
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Legenda: Flávio Bolsonaro participou de evento de campanha no Conjunto Ceará, em Fortaleza.
Foto: Thiago Gadelha.

O candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL) cumpriu agenda em Fortaleza nesta terça-feira (15) e repercutiu o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a abertura de investigação a respeito da relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, no Caso Master.

Em coletiva de imprensa e, depois, em discurso à multidão que se formou no bairro Conjunto Ceará, o senador vinculou a crise do Banco Master no STF ao seu principal adversário na disputa ao Planalto, o atual presidente Lula (PT).

“Ninguém pode acreditar que, com o Lula reeleito, alguma coisa vai mudar nesse País. [...] O único caminho que o Brasil (tem para ) viver é a eleição de Flávio Bolsonaro, que vai indicar mais cinco ministros do Supremo, que vão dar serviço à Constituição e não a Lula. Então o Supremo, sem os ministros de Lula, tem solução. O Judiciário tem jeito”, disse.

O próximo presidente do Brasil poderá indicar até quatro ministros para o Supremo, devido às aposentadorias compulsórias previstas até o final do mandato em 2030 (Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes) - e há ainda uma vaga em aberto, com a saída de Luís Roberto Barroso). Caso o processo resulte na destituição de Moraes, como defende Flávio, mais um ministro seria indicado no próximo quadriênio.

André Fernandes e Flávio Bolsonaro.
Legenda: André Fernandes e Flávio Bolsonaro.
Foto: Thiago Gadelha.

"Tropa de choque de Lula"

“Alexandre de Moraes será investigado pelos crimes que, em tese, ele cometeu. Só não aconteceu hoje porque a tropa de choque do Lula no Supremo entrou em campo, em especial Flávio Dino, ex-ministro da ‘injustiça’ de Lula, que pediu vista depois que ele já tinha lançado o próprio voto dele. Mas é um alento saber que, se fosse há um ano, ninguém imaginaria que isso pudesse acontecer”, complementou o senador do PL.

O julgamento, marcado para essa terça-feira, tomou um rumo diferente após o ministro Gilmar Mendes apresentar pedido de ordem para que as petições que envolvem Moraes e André Mendonça fossem analisadas em conjunto. O impasse não foi resolvido porque Dino pediu vista, com prazo máximo de 90 dias corridos para devolver os autos e retomar a análise.

Flávio Bolsonaro é investigado no Caso Master desde julho por suspeitas relacionadas ao financiamento do filme "Dark Horse". O longa narra a história do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), até o Planalto. A abertura do inquérito foi autorizada por André Mendonça a pedido da Polícia Federal, com base em troca de mensagens do candidato com o banqueiro Daniel Vorcaro.

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