O ministro Flávio Dino pediu vista para interromper a sessão extraordinária desta terça-feira (15) e examinar por mais tempo a petição sobre as supostas relações entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A solicitação veio após um bate-boca entre ministros. André Mendonça tomou a palavra, em resposta ao parecer de Paulo Gonet, Procurador Geral da República (PGR), mas Gilmar Mendes o interrompeu. "É impressionante a desfaçatez desse sujeito", disse.
Dino, então, foi ao microfone e rebateu todos, dizendo que precisa interromper o debate acalorado. "Nós não temos condições de deliberar. O clima é daí para pior, e a sociedade está assistindo a algo diferente do rito que a lei manda", desabafou.
Na sequência, Edson Fachin, o relator do caso, decidiu pela antecipação do voto dos ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia quanto à possível unificação das análises das acusações contra Moraes e André Mendonça.
Fux vota contra unificação
Ao tomar a palavra, Luiz Fux afirmou que os fatos são diferentes e não devem ser analisados em conjunto. Para ele, há possibilidade de haver decisões contraditórias, pois analisar a prática de abuso de autoridade e abrir investigação contra um ministro são casos diferentes.
Ainda conforme o ministro, embora exista uma discussão sobre qual ministro deve conduzir cada caso, os fatos analisados são diferentes e não necessariamente precisam ser tratados em conjunto.
“Não há causas penais. Não há processo criminal. Não há inquérito. O que há é uma informação que foi levada a Vossa Excelência", argumentou o ministro.
Cármen Lúcia decide pela separação dos processos
A ministra Cármen Lúcia considerou que as acusações contra os colegas de Corte devem ser acariciadas de forma distinta.
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