Durante sessão extraordinária desta terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes acusou o também ministro André Mendonça de ter agido com viés "político-eleitoral" na condução do inquérito do Banco Master.
"O interesse é evidente, acachapante. Evidente que se trata de um pixuleco, de um boneco eleitoral, é disso que estamos falando”, disse disse Gilmar ao defender que a acusação contra Moraes ocorreu próximo ao 7 de setembro visando afetar as eleições de outubro.
Em resposta, Mendonça acusou Mendes de ser “leviano” ao levantar a suspeita. "Não aponte o dedo para mim, mereço respeito” disse Mendonça. "Quem não se dá ao respeito, não merece respeito”, respondeu o decano.
Questão de ordem
Ao final de sua manifestação, Mendes levantou uma questão de ordem para que o Supremo adie o julgamento do caso para o dia 23 de setembro. A data é a mesma agendada por Fachin para o julgamento de um pedido de Moraes para que Mendonça seja investigado por abuso de autoridade na condução do caso Master.
Após a fala de Gilmar Mendes, a sessão foi suspensa para almoço. O retorno está marcado para as 15 horas desta terça-feira (15).