Mendonça libera caso de mensagens entre Moraes e Vorcaro para plenário do STF

Definição sobre o julgamento caberá ao presidente da Corte, Edson Fachin.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
06 de Setembro de 2026 - 17:00
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Legenda: Decisão de Mendonça repassa aos integrantes da Corte o dever de analisar o relatório produzido pela Polícia Federal (PF).
Foto: Alejandro Zambrana/STF.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento em plenário o caso da investigação sobre as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro. Com a decisão neste domingo (6), os integrantes da Corte devem analisar o relatório produzido pela Polícia Federal (PF), enquanto a definição sobre o julgamento caberá ao presidente do STF, Edson Fachin.

O material foi produzido após Mendonça determinar o aprofundamento das apurações sobre as mensagens encontradas no celular de Vorcaro.

O relatório da PF reúne conversas atribuídas ao empresário e a um número associado a Moraes, com registros feitos nos dias que antecederam a prisão do banqueiro, realizada em novembro de 2025.

Segundo o documento, Vorcaro teria recorrido a Moraes para buscar ajuda diante das investigações que atingiam o Banco Master.

Em uma das conversas, o empresário teria pedido que o ministro atuasse junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O pronunciamento de Fachin deve ocorrer até sexta-feira (11). Nesta data, vence o prazo dado por ele para que os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues se manifestem sobre os acontecimentos.

PGR questiona investigação determinada por Mendonça

A Procuradoria-Geral da República (PGR), comandada por Paulo Gonet, contestou a apuração de Mendonça diante do caso.

O órgão solicitou a anulação do relatório da PF, afirmando que o ministro não deveria ter determinado o aprofundamento das investigações sobre outro integrante da Corte sem autorização do plenário ou iniciativa do Ministério Público.

Mendonça, no entanto, defendeu a análise pelo plenário do STF. Segundo o ministro, "diante do teor das informações apresentadas", o caminho correto seria a avaliação pelo colegiado.

Agora, caberá a Fachin decidir se e quando o processo será incluído na pauta do plenário. O presidente do STF ainda apontou alguns pontos que precisam de apuração. São eles:

  • O cumprimento das regras estabelecidas na Lei Orgânica da Magistratura em relação a autoridades com foro no STF;
  • Indícios de que credenciais de acesso institucional tenham sido utilizadas para avaliar documento estritamente particular;
  • Em quais circunstâncias Mendonça determinou a identificação de pessoas mencionadas no caso Master; 
  • Quais medidas foram tomadas para o controle externo da atividade policial.

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