O presidente do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin determinou o cancelamento de sessão da Corte que estava prevista para a tarde desta quarta-feira (9).
A determinação ocorre em meio a intensa crise entre ministros do STF. Na manhã de hoje, Flávio Dino reintegrou os diretores da Polícia Federal que haviam sido afastados ontem (8) por André Mendonça.
Na decisão de Dino, o ministro teceu críticas à posição de Mendonça:
“(...) outro ministro da Corte determinou a paralisação da produção de relatórios de inteligência da Polícia Federal, medida inédita na história da corporação. Como consequência, procedimentos urgentes, sob a condução deste Relator, veem-se prejudicados por essa interferência nos trabalhos policiais”
O tensionamento entre os membros do STF escalonou após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que expôs trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, no dia 1º.
Já no dia 3, Moraes encaminhou a Fachin um despacho com "indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade" de André Mendonça na condução de inquéritos sobre o Banco Master e a fraude no INSS.
Ex-ministros enviam carta a Fachin cobrando sessão pública para apurar crise no STF
Pelo menos 13 ex-ministros do Supremo Tribunal Federal enviaram uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin, pedindo a convocação urgente de sessão pública no plenário para apurar a crise que atinge o STF.
Mesmo sem mencionar diretamente os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, a carta define os últimos episódios como a crise mais aguda da história do Supremo.
Na carta, os ex-ministros disseram ter “plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza” de que Fachin tem capacidade de conduzir o Supremo em uma das piores crises já enfrentadas pela Corte.