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Por que o Brasil tem 13 candidatos à Presidência da República, mas só 4 ‘aparecem’ em rede nacional?

Em 2026, está em disputa o principal cargo político do País.

30/09/2026 - 11:04

O pleito de 2026 coloca a Presidência da República em disputa. Neste ano, 13 candidatos disputam o posto de 40º presidente da história do Brasil, mas apenas quatro candidatos fazem campanha por meio de propaganda gratuita na rádio e na TV. Essa diferença tem relação com as regras de distribuição da Justiça Eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divide o tempo de propaganda em rede nacional proporcionalmente à representação dos partidos na Câmara dos Deputados. A partir disso, a divisão deste ano ficou da seguinte forma:

  • Lula (PT): 5 minutos e 31 segundos (Coligação PCdoB, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 4 minutos e 20 segundos
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2 minutos e 2 segundos
  • Augusto Cury (Avante): 35 segundos

Isso significa que os outros nove candidatos não aparecem nos programas de rádio e TV, já que seus partidos não alcançaram representação parlamentar suficiente. Esse grupo precisa, portanto, fazer campanha por outros meios.

A propaganda eleitoral gratuita começou em 28 de agosto e segue até 1º de outubro, três dias antes do 1º turno das eleições. Em caso de 2º turno, a transmissão retorna em 9 de outubro e segue até 23 de outubro.

Candidatos à Presidência da República em 2026:

  • Augusto Cury (Avante);
  • Clariana Barão (DC);
  • Edmilson Costa (PCB);
  • Flávio Bolsonaro (PL);
  • Hertz Dias (PSTU);
  • Leonardo Avalanche (PRTB);
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT);
  • Renan Santos (Missão);
  • Ronaldo Caiado (PSD);
  • Romeu Zema (Novo);
  • Rui Costa Pimenta (PCO);
  • Samara Martins (UP);
  • Wilson Grassi (Democrata).

Legenda: Palácio do Planalto é a sede do Poder Executivo Federal.
Foto: José Cruz/Agencia Brasil | Divulgação | Roberto Stuckert/PR.

O especial “Para entender os Poderes” é uma série de reportagens do PontoPoder sobre o funcionamento e outros aspectos da disputa pelos cargos que estão nas nas eleições gerais de 2026. O material inclui a Assembleia Legislativa do Ceará, o Palácio da Abolição, a Câmara dos Deputados, o Senado Federal e o Palácio do Planalto.

Votos em disputa

O vencedor é definido no 1º turno (primeiro domingo de outubro), caso consiga mais do que 50% dos votos válidos, descontando brancos e nulos. Já em caso de indefinição, a disputa segue para o segundo turno (último domingo de outubro), quando o ganhador é definido por maioria simples.  

158,7 milhões
eleitores aptos a votar no Brasil em 2026

Do total do eleitorado, cerca de 41 milhões têm voto facultativo, ou seja, são eleitores entre 16 e 17 anos, analfabetos ou maiores de 70 anos.

O político escolhido pela maioria do eleitorado comandará o Poder Executivo federal por quatro anos, entre 2027 e 2030.

Histórico de 2º turno

Uma característica da corrida pelo Palácio do Planalto é o histórico da eleição para presidente ser definida apenas no 2º turno.

Desde 1988, quando a Constituição Federal estabeleceu o segundo turno, apenas um presidente foi eleito no primeiro turno nas eleições presidenciais diretas no Brasil redemocratizado: Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que conseguiu esse feito duas vezes, em 1994 (54,28% dos votos válidos) e em 1998 (53,06%).

Nas eleições presidenciais seguintes, de 2002 a 2022, o pleito sempre exigiu uma segunda rodada de votação. 

O cenário da disputa

Em 2026, a disputa pelo Palácio do Planalto caminha para terminar apenas na segunda rodada de votação, já que as pesquisas mostram um cenário acirrado. Principais candidatos a partir dos dados, o presidente Lula (PT) aparece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) no levantamento mais recente da Quaest para o 1º turno, divulgado em 28 de setembro. Contudo, há empate nos índices quando o 2º turno é simulado. 

Conforme a pesquisa, Lula aparece com 39% das intenções de votos, seguido de Flávio, que soma 34%. Em relação à pesquisa anterior, o presidente oscilou dois pontos para cima e o senador, um ponto para cima.

Na sequência, o escritor Augusto Cury (Avante) soma 4%, mesma porcentagem do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) têm, respectivamente, 3% e 1%. Os outros candidatos não pontuaram.

A Quaest também simulou um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. No confronto, há um cenário de empate numérico, com os dois marcando 42%.

Elegível para a disputa

Para terem condições de elegibilidade, os candidatos a presidente e a vice-presidente precisam atender a seis critérios. São eles:

  • Nacionalidade brasileira;
  • Pleno exercício dos direitos políticos;
  • Alistamento eleitoral;
  • Domicílio eleitoral na circunscrição;
  • Filiação partidária; 
  • Idade mínima de trinta e cinco anos.

Posse do novo governo

Após ser diplomado pela Justiça Eleitoral, o presidente eleito toma posse oficialmente em sessão solene no Congresso Nacional, no dia 5 de janeiro do ano subsequente.

A data de posse presidencial foi alterada de 1º de janeiro para 5 do mesmo mês, recentemente, a partir da Emenda Constitucional nº 111, de 2021. A mudança começa a valer a partir da eleição de 2026.

A atualização tem o objetivo de facilitar a organização da cerimônia de posse, desvinculando a data tanto da solenidade do feriado da virada do ano, quanto da posse de governadores — a ser realizada em 6 de janeiro. 

Assim, após o pleito deste ano, o presidente e o vice-presidente eleitos assumem os cargos em 5 de janeiro de 2027. A alteração não muda as etapas anteriores do processo, como a preparação para a transmissão do cargo, mas estabelece uma nova data oficial para o início dos mandatos federais.

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