Saúde Digital: Fortaleza usará aplicativos para consultas, remédios e assistente virtual

Dentre as tecnologias, a Prefeitura promete sistemas para facilitar acesso a medicamentos e ajudar diabéticos.

Escrito por
Ana Alice Freire* e Nícolas Paulino ceara@svm.com.br
Foto de detalhe de uma mão clicando na tela de um celular mostrando um aplicativo com várias funções da área de saúde, como consultas, cirurgias, UPA e lista de medicamentos. Ao fundo, há diversas cartelas de remédios sobre uma bancada branca.
Legenda: Novas funções deverão facilitar usabilidade de usuários do SUS na capital cearense.
Foto: João Lima Neto.

A Prefeitura de Fortaleza promete atualizações tecnológicas para otimizar o atendimento na rede pública de saúde e facilitar o acesso da população a consultas e medicamentos através de aplicativos para celular.

Durante o balanço das ações do primeiro quadrimestre na área da saúde, na última sexta-feira (19), a secretária municipal de saúde, Riane Azevedo, detalhou algumas iniciativas do novo projeto de Saúde Digital, que deve ser apresentado “em breve” pela gestão. 

A estratégia busca modernizar a interação entre o cidadão e o Sistema Único de Saúde (SUS), permitindo que processos que antes exigiam deslocamentos físicos sejam resolvidos na palma da mão.

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Uma das funcionalidades centrais do novo aplicativo será o reagendamento de consultas. Segundo a secretária, o sistema permitirá que o paciente desmarque ou remarque atendimentos de forma imediata. 

Com a liberação instantânea da vaga no sistema, outro paciente que está na fila poderá ocupar o horário, garantindo que os equipamentos de saúde operem em sua capacidade máxima.

“Se você tem uma consulta naquele dia e de repente aconteceu alguma coisa, teve que fazer uma viagem de urgência e não conseguiu desmarcar, aquela consulta ali poderia ter sido dada para outra pessoa”, exemplifica.

O objetivo principal da novidade é combater o absenteísmo (a ausência não comunicada a consultas e exames), que atualmente gira em torno de 30% na rede municipal.

Acesso a medicamentos

Outro avanço prometido será a implementação da Farmácia Digital. Para evitar que os moradores enfrentem filas apenas para descobrir pendências burocráticas, o aplicativo permitirá o envio de documentos por meio de fotos. 

Caso falte alguma comprovação necessária para a retirada de medicamentos, o usuário receberá uma notificação direta no celular. Riane Azevedo destaca que, dessa forma, há economia de tempo e redução de transtornos para quem depende de remédios contínuos.

Iara, a assistente virtual

A inovação também chegará por meio de conversas com a assistente virtual “Iara”. Inicialmente focada em pacientes diabéticos, a ferramenta manterá um contato frequente com o usuário, questionando se a glicemia foi medida e se os medicamentos foram tomados.

A assistente está programada para tirar dúvidas e identificar sinais de descontrole na doença, agindo preventivamente antes que o quadro do paciente se agrave.

O foco da tecnologia no acompanhamento da diabetes tem um objetivo claro: reduzir complicações severas a longo prazo, como as amputações e o desenvolvimento de "pés diabéticos" - complicação grave que engloba infecções, feridas ou destruição dos tecidos profundos nos pés.

A secretária ressaltou que, embora o projeto comece com esse grupo específico, a ideia é expandir o monitoramento assistido para outros tipos de doenças crônicas. Essa vigilância constante na atenção primária é vista como essencial para desafogar os hospitais de urgência.

“Tudo isso são programas que a gente está trabalhando para que a gente possa reduzir os casos futuros de internação e de complicações para os pacientes”, conclui Riane.

*Estagiária sob supervisão da jornalista Dahiana Araújo.

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