O jornalista Cid Sabóia de Carvalho, ex-senador e membro da Academia Cearense de Letras, faleceu aos 90 anos nesta sexta-feira (10).
O governador do Ceará, Elmano de Freitas, se manifestou nas redes sociais. "Neste momento de dor, manifesto minha solidariedade aos familiares, amigos e a todos que conviveram com Cid. Sua contribuição e seu legado permanecerão vivos na memória dos cearenses", escreveu.
Nas redes sociais, o presidente do Grupo Cidade de Comunicação, Miguel Dias de Souza Filho, também lamentou a perda. "Dr. Cid, a quem meu pai referenciava como figura paterna, foi fundamental para a fundação e existência deste Grupo", escreveu na publicação.
Cid foi uma referência em áreas da comunicação e da ciência jurídica. Formado em Direito na Universidade Federal do Ceará, em 1966, ele foi professor da mesma univerisade, e das Faculdades de Ciências Econômicas e de Filosofia da UFC.
Em nota, a UFC homenageou o jornalista. "Cid Carvalho construiu uma trajetória singular na vida pública cearense e brasileira, destacando-se pela atuação no jornalismo, na advocacia, no magistério superior e na defesa da cultura e da democracia".
"Neste momento de dor, a UFC manifesta solidariedade aos familiares, amigos, colegas e ex-alunos, rendendo homenagem à memória de Cid Sabóia de Carvalho e reconhecendo sua inestimável contribuição à universidade e ao Ceará", completou a universidade.
Nos últimos anos, Cid apresentou o programa "Doa a Quem Doer", com debates sobre temas como cultura e política.
Quem foi Cid Sabóia de Carvalho?
Cid Sabóia de Carvalho nasceu em Fortaleza, no Ceará, no dia 25 de agosto de 1935. Sendo filho de Jáder Moreira de Carvalho e de Margarida Sabóia de Carvalho, Cid foi senador da República.
Na juventude, trabalhou como jornalista e radialista, contribuindo com diversos jornais, rádios e televisões de Fortaleza. Em 2013, ele tomou posse como sócio efetivo do Instituto do Ceará.
Ele também era poeta, abordando principalmente temas sociais. No entanto, também publicou trabalhos no campo do Direito e da Comuniação. Dentre alguns de seus livros, estão:
- Gritos e murmúrios (1956);
- Pássaro de fogo (1971);
- Alma de cigarra (1986);
- Opus 78 (1978);
- Plenilúnio (1988).
Além da Academia Cearense de Letras, também foi membro da Academia Cearense de Retórica, da Academia Cearense da Língua Portuguesa, da Associação Brasileira de Bibliófilos e da Academia Fortalezense de Letras, de onde foi o primeiro presidente.