Polícia prende três suspeitos de atentado contra tenente da PM, irmão de Eloá Pimentel

Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na cabeça neste sábado (27).

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
28 de Junho de 2026 - 12:25 (Atualizado às 12:27)
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Legenda: A vítima estava à paisana quando sofreu a tentativa de homicídio.
Foto: Reprodução/ r_pimentels/Instagram.

Três suspeitos de participação em atentado contra 1º tenente da Rota, Ronickson Pimentel, foram presos, informou a Polícia Militar de São Paulo neste domingo (28). Ele foi baleado na cabeça, neste sábado (27), ao sair da academia.

O policial é irmão de Eloá Pimentel, adolescente de 15 anos assassinada em 2008, após ser mantida em cárcere privada pelo ex-namorado Lindemberg Alves. 

Após o atentado, Ronickson Pimentel segue internado nono Hospital Estadual Mário Covas, em estado gravíssimo, mas estável. Ele passou por uma cirurgia neurológica considerada "complexa", segundo comunicado da PM. 

"Momento exige extrema cautela, ele está lutando por sua vida", acrescenta comunicado da instituição. As informações são do UOL. 

Suspeitos presos

Foram presos três homens, de 24 anos, 40 anos e 52 anos, menos de 24 horas após o atentado. Dois deles são suspeitos de terem fornecido suporte para a ação. Segundo a PM, um dos suspeitos chegou a confessar o apoio logístico para o atentado.

O terceiro suspeito não participou diretamente do crime. Contudo, as autoridades policiais informaram que ele foi fundamental para identificar os outros dois suspeitos. 

A investigação, a cargo da Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa de São Paulo, segue em curso para identificar os demais criminosos e descobrir a motivação do crime. 

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse que recebeu com "profunda indignação a notícia do atentado". "Quem atenta contra a vida de um policial atenta contra toda a sociedade e responderá por isso com o rigor da lei", afirmou. 

Quem é o irmão de Eloá Pimentel 

Ronickson Pimentel tem 39 anos e é o irmão mais velho de Eloá Pimentel. Ele ingressou na Polícia Militar em 2009, um ano depois da morte da irmã. 

Antes disso, ele era fuzileiro naval na Marinha do Brasil, cargo em que permaneceu de 2006 a 2009.

Na Polícia Militar, ele atuou durante sete anos no patrulhamento da Força Tática. Em 2019, passou a integrar o 1º Batalhão de Polícia de Choque “Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar” (Rota).

O 1º tenente foi baleado na cabeça por dois homens em uma motocicleta. O atentado ocorreu pouco depois de Pimentel deixar a academia. Ele estava a paisana. 

Ao parar em um semáforo, poucos minutos depois, ele foi baleado. Em imagens de câmeras de segurança próximo ao local do crime, é possível ver a dupla seguir o policial na saída da academia. Pouco depois, ele se aproximam, efetuam os disparos e fogem. 

Relembre o caso Eloá

Eloá Pimentel, de 15 anos, foi sequestrada pelo ex-namorado  Lindemberg Fernandes Alves, de 22 anos, à época. Os dois se relacionaram desde que Eloá tinha apenas 12 anos. Contudo, em 2008, ela terminou o relacionamento, o que não foi bem aceito por ele.

Ele invadiu o apartamento onde Eloá estava com amigos fazendo trabalhos escolares. Ela e a amiga Nayara Rodrigues, sobrevivente do crime, foram mantidas em cárcere privado por quatro dias. 

Nayara chegou a ser libertada no segundo dia de sequestro, mas foi colocada para participar das negociações pelos policiais e, por conta disso, acabou voltando ao apartamento. 

O sequestro de Eloá foi transmitido em tempo real por diversos canais de televisão. No total, foram 100 horas de negociação entre o criminoso e a polícia.

No último dia, policiais coordenaram uma ação para invadir o apartamento. A motivação, segundo eles, é que foram ouvidos tiros dentro do apartamento, mas Nayara contesta a versão e diz que Lindemberg só atirou após os policiais entrarem no local. 

No total, o criminoso deu três tiros: um atingiu o rosto de Nayara e os outros dois atingiram Eloá, na cabeça e na virilha. Eloá chegou a ser socorrido e passou por cirurgia, mas não resistiu. 

Lindemberg foi condenado por 12 crimes, incluindo homicídio duplamente qualificado, tentativa de homicídio e cárcere privado. A pena inicial foi de 98 anos e 10 meses de reclusão. Em 2013, ela reduzida para 39 anos e três meses.

Hoje, ele cumpre pena na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado, em Tremembé, a "prisão dos famosos".