Um brasileiro de 35 anos, condenado pelo assassinato de um casal durante uma disputa interna de um grupo neonazista em 2009, foi preso no último sábado (27) em uma propriedade rural na Itália.
Durante a abordagem, João Guilherme Correa apresentou um documento de identidade falso, mas acabou sendo identificado pelas autoridades.
Ele era considerado foragido da Justiça brasileira e estava incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. A captura foi resultado de uma operação de cooperação internacional entre as forças policiais italianas e a Polícia Civil do Paraná.
Segundo as investigações, o crime ocorreu após uma festa em comemoração aos 120 anos do nascimento do ditador Adolf Hitler, responsável pelo Holocausto contra o povo judeu.
João Guilherme foi condenado a 35 anos e dois meses de prisão, mas estava foragido desde o julgamento.
As informações são do g1, que informou ter procurado a defesa do condenado, sem obter retorno.
Relembre o caso
De acordo com a investigação, João Guilherme se reuniu com outros integrantes do grupo neonazista para executar o casal Bernardo Pedroso e Renata Ferreira. Após a saída da festa, o grupo teria seguido o veículo das vítimas e interceptado o carro. Em seguida, dois dos envolvidos efetuaram disparos de pistola contra o casal, que morreu no local.
As investigações apontaram Ricardo Barollo como mandante do crime. Um terceiro homem, identificado como Jairo Maciel, também teria participado da ação.
O julgamento de João Guilherme e Jairo foi realizado em março do ano passado. Jairo foi condenado a 32 anos e três meses de prisão, enquanto João recebeu pena de 35 anos e dois meses.
Ricardo Barollo, julgado separadamente também no ano passado, foi condenado a 48 anos e nove meses de prisão.