Operação contra roubo de remédios para câncer cumpre mandados em quatro estados do Brasil

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, cinco pessoas foram presas nesta terça-feira (21).

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
21 de Julho de 2026 - 09:56 (Atualizado às 09:57)
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Legenda: As informações são de que a aquadrilha atuava com um esquema interestadual.
Foto: Reprodução/Polícia Civil do RJ.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta terça-feira (21), a Operação Metástase para desarticular uma organização criminosa especializada no roubo de medicamentos oncológicos que teria movimentado mais de R$ 33 milhões em um ano. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão e 97 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará.

As suspeitas são de que a quadrilha tinha apoio da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Conforme a investigação, os medicamentos roubados eram encaminhados ao Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, área dominada pelo grupo.

Segundo detalhes divulgados pela Polícia Civil, a quadrilha atuava com diferentes núcleos responsáveis pelos roubos, armazenamento, transporte e comercialização dos medicamentos.

Os produtos eram desviados de cargas e, em seguida, reinseridos no mercado por meio de empresas de fachada, transportadoras e pessoas usadas como "laranjas".

As cargas dos remédios, continua a investigação, eram separadas ainda nas áreas comandadas pelo TCP e redistribuídas para receptadores em diferentes estados. Para a continuidade do esquema, funcionários de transportadoras também teriam sido aliciados para fornecer informações sobre rotas e cargas. 

Segundo a polícia, os medicamentos eram revendidos a hospitais privados e também a instituições públicas de saúde por meio de processos licitatórios. A organização conseguia inserir produtos de origem criminosa na cadeia formal justamente porque oferecia preços abaixo dos praticados pelo mercado regular.

Veja as pessoas presas na operação nesta terça-feira (21):

  • Fernanda Rodrigues França, apontada como integrante do núcleo de receptadores;
  • Stefano Montovani Fernandes, apontado como chefe do esquema;
  • Umberto Xavier de Lima, apontado como receptador.

Além dos mandados, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias e o sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens ligados aos investigados. A operação é coordenada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC-CAP), com apoio de equipes da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Rede Cargas, do Ministério da Justiça. 

Segundo a Polícia Civil, o esquema "representa uma grave ameaça não apenas ao patrimônio, mas também à saúde pública", reforçando que as cargas subtraídas podem impactar diretamente no tratamento de pacientes oncológicos.

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