Em reunião, AstraZeneca sinaliza à Anvisa que pedirá uso emergencial de vacina no Brasil

A vacina de Oxford, como é conhecida, é a principal aposta do governo brasileiro para vacinação no País

Esta é uma imagem da vacina da Covid-19
Legenda: Vacina de Oxford contra Covid-19 alcança até 90% de eficácia
Foto: AFP

No mesmo dia em que recebeu aval para aplicação de uma vacina contra Covid-19 no Reino Unido, a AstraZeneca sinalizou em reunião com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que pedirá o uso emergencial do imunizante no Brasil. A informação foi divulgada em nota da agência nesta quarta-feira (30). O pedido, aponta, deve ser feito pela Fiocruz.

Segundo a Anvisa, a previsão foi discutida durante o encontro, que reuniu a alta diretoria da agência e do laboratório, e que já estava marcado para acompanhamento.

"Sobre a submissão da autorização para uso emergencial da vacina, foi informado que o pedido será feito pela Fiocruz, que é o laboratório nacional parceiro da AstraZeneca no país para esta vacina", informou a agência.

A vacina de Oxford, como é conhecida, é a principal aposta do governo brasileiro para vacinação no País. Em junho, o Ministério da Saúde firmou um acordo com a AstraZeneca para obter 100,4 milhões de doses, em parceria com a Fiocruz.

Ainda de acordo com a Anvisa, a empresa disse não ter identificado dificuldades para atendimento aos requisitos para uso emergencial.

Ainda não há informação, porém, de quando será feito o pedido. Atualmente, a empresa já participa de um processo chamado de submissão contínua, o qual prevê o envio de dados sobre a vacina em etapas, até que haja o pedido formal de registro.

Questionada pela reportagem, a Astrazeneca confirmou ter tratado na reunião também da possibilidade de pedir o uso emergencial –modelo que segue regras diferentes do pedido de registro. Segundo a empresa, o encontro foi para tirar dúvidas de como a empresa deve fazer os processos para obter aval da agência.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo na segunda (28), o vice-presidente de inovações da Fiocruz, Marco Krieger, disse que a instituição pretende entrar com pedido na Anvisa de registro da vacina até o dia 15 de janeiro. "Mas vamos tentar avaliar todas as possibilidades de aceleração."

Em nota, a Anvisa diz que "os dados já apresentados por meio da submissão contínua para o registro serão aproveitados para a avaliação do uso emergencial, evitando o retrabalho e promovendo a otimização do processo".

O prazo para análise de uso emergencial é de até 10 dias, tempo que passa a contar da formalização do pedido.

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