Grupo é denunciado pelo Ministério Público pela morte de secretário municipal de São Luís do Curu
Gestor foi assassinado em março em frente ao comércio do qual era dono, supostamente por uma disputa territorial iniciada por faccionados.
Um grupo de quatro pessoas foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) pelo homicídio de Ricardo Abreu Barroso, secretário municipal de São Luís do Curu, município do interior do Ceará, nesta sexta-feira (12). O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MPCE, acusa o bando pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e organização criminosa.
Os denunciados são Wesley Balbino, Paulo Vitor Nascimento, Gleiciane Diniz e Laila Meneses. Conforme a acusação, o secretário foi morto a mando de Wesley, conhecido como 'Guaxinim', que seria chefe local do Comando Vermelho (CV) e buscava "reafirmar sua influência territorial".
O suposto mandante teria recrutado Paulo Vitor, o '25', para executar o crime, que teve apoio de Gleiciane e Laila, que teriam repassado o paradeiro da vítima ao executor.
“As duas foram responsáveis por monitorar o secretário. Já fazia dois dias que elas faziam esse monitoramento. A Inteligência começou a trabalhar, as equipes também diligenciaram em campo, e nós acabamos identificando as duas mulheres”, disse à época o diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Região Metropolitana, Matheus Araújo, à TV Verdes Mares.
Segundo o órgão acusatório, foi solicitada ainda a manutenção da prisão preventiva dos quatro denunciados. Entretanto, Wesley segue foragido.
"As investigações seguem em andamento para identificar o possível envolvimento de outras pessoas no crime. A atuação reforça o compromisso do MP do Ceará com o combate às organizações criminosas, com a responsabilização dos autores de crimes graves e com a promoção da justiça e da segurança da população cearense", informou o MP cearense.
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Morto em frente a comércio
O gestor de 64 anos foi morto a tiros na manhã do dia 19 de março, no Centro de São Luís do Curu, a 82 km de Fortaleza, em um depósito de construção de propriedade da vítima.
Até o dia 11 de abril, cinco suspeitos haviam sido capturados. O último teria sido um homem de 27 anos, que possuía passagens por tráfico ilícito de drogas. As prisões do caso começaram a ocorrer no dia 20 de março, quando as duas mulheres denunciadas pelo crime foram capturadas.
No dia 23 do mesmo mês, Paulo Vitor foi preso em Barreiras, no interior da Bahia.