Casal investigado pela morte de empresário maranhense é preso pela PRF no Ceará
Suspeitos foram localizados em Tianguá após operação integrada.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, na noite desta quinta-feira (11), um casal investigado por envolvimento no desaparecimento e suposta morte do empresário maranhense Laércio Miller Rocha Ferreira, de 33 anos. A ação ocorreu no município de Tianguá, na Serra da Ibiapaba, após um trabalho conjunto de inteligência realizado por equipes da PRF dos estados do Maranhão, Piauí e Ceará.
Os suspeitos, identificados como Tiago Guilherme Alves Monteiro, de 43 anos, e Yala Kananda Costa Alves, de 29 anos, foram abordados por volta das 23h30 no km 313 da BR-222. Ambos eram alvos de mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça do Maranhão no âmbito das investigações que apuram homicídio e ocultação de cadáver.
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De acordo com a PRF, as buscas foram intensificadas após solicitação de apoio feita pela Polícia Federal, que acompanha o caso em conjunto com a Polícia Civil do Maranhão. A partir do compartilhamento de informações entre os órgãos de segurança, foi possível monitorar o deslocamento dos investigados, que haviam deixado São Luís e seguiam viagem pela região Nordeste.
Durante o período em que estavam foragidos, os suspeitos chegaram a tentar se apresentar às autoridades por meio de uma chamada de vídeo. A proposta, no entanto, não foi aceita pelo delegado responsável pelo inquérito, que determinou a continuidade das diligências para localização do casal e cumprimento das ordens judiciais.
Veículo interpceptado na BR-222
Com o avanço das investigações, os policiais identificaram o veículo utilizado pelos suspeitos e concentraram os esforços na rota percorrida por eles. A abordagem ocorreu pouco antes da meia-noite, quando o automóvel foi interceptado na BR-222.
Ao serem questionados, os ocupantes afirmaram que haviam se conhecido recentemente e estavam viajando de férias. Segundo a versão apresentada, o deslocamento teria começado em Parnaíba, no Piauí, com destino a João Pessoa, na Paraíba. Entretanto, os dados reunidos pelas equipes de investigação apontavam que a viagem havia se iniciado em São Luís, no Maranhão.
O motorista também informou não portar documento de identificação. Após os procedimentos de verificação, os policiais confirmaram a identidade dos dois investigados.
Após a prisão, Tiago e Yala foram encaminhados à Delegacia Regional da Polícia Civil de Tianguá, onde permaneceram à disposição da Justiça e das autoridades responsáveis pelas investigações no Maranhão.
Empresário desapareceu após festa em Imperatriz
Laércio Miller Rocha Ferreira está desaparecido desde a madrugada do dia 5 de junho. Segundo as investigações, o empresário participou de uma festa na região da Beira-Rio, em Imperatriz, antes de seguir para uma residência localizada no bairro Parque Anhanguera.
Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada da vítima ao imóvel às 3h38. Conforme apurado pela Polícia Civil, pelo menos sete pessoas estiveram na residência naquela madrugada. Com o passar das horas, parte do grupo deixou o local, permanecendo apenas três pessoas com o empresário, entre elas os dois suspeitos presos pela PRF.
No dia seguinte, familiares procuraram a polícia após perderem contato com Laércio. O carro utilizado por ele foi encontrado estacionado na mesma rua onde ele havia sido visto pela última vez.
Vestígios de sangue e restos mortais encontrados
As investigações ganharam força após perícias realizadas na residência indicarem a presença de vestígios de sangue e marcas compatíveis com disparos de arma de fogo. Diante dos elementos coletados, a Justiça decretou a prisão temporária de Tiago Guilherme Alves Monteiro, Gabriel Pereira Monteiro e Yala Kananda Costa Alves.
Na tarde desta quinta-feira (11), restos mortais foram encontrados dentro de um tambor em um terreno localizado no bairro Cidade Nova, em Davinópolis, município vizinho a Imperatriz. O material apresentava sinais de destruição por fogo.
No local, também foram encontrados documentos pessoais da vítima, incluindo carteira nacional de habilitação e cartões bancários.
Apesar dos indícios apontarem para Laércio Miller Rocha Ferreira, a identificação oficial dos restos mortais ainda depende da conclusão dos exames de DNA realizados pela perícia.