Carro supostamente usado em homicídio de PM carbonizado é apreendido na Messejana

O automóvel foi periciado e recolhido para a sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Escrito por Luana Severo luana.severo@svm.com.br
14 de Agosto de 2026 - 18:29
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Legenda: O soldado foi encontrado com o corpo carbonizado em Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza.
Foto: Reprodução.

Um carro supostamente utilizado no crime de homicídio contra o soldado da Polícia Militar do Ceará (PMCCE) Raphael Sampaio da Silva foi apreendido nesta sexta-feira (14). O veículo foi localizado na Messejana, próximo à Avenida Washington Soares, em Fortaleza.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o automóvel foi periciado ainda no local e recolhido. Equipes da PMCE, da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil atenderam à ocorrência. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios contra Agentes de Segurança Pública (DHASP).

Uma das linhas de investigação sobre o crime sugere que Raphael teria sido morto em outro local antes de ser carbonizado em Itaitinga, na região metropolitana da Capital, onde foi encontrado.

A Polícia ainda não informou de quem seria a propriedade do carro apreendido, nem como ele teria sido utilizado no homicídio do militar.

Vítima e suspeita trabalhavam em Batalhão na Messejana

Os soldados Raphael Sampaio e Júlia Natália Girão Gomes trabalhavam no 16º Batalhão da Polícia Militar, em Messejana, e mantinham um relacionamento extraconjugal há, pelo menos, cinco meses. A informação foi confirmada pela tia da vítima, mas, à Polícia, Júlia negou envolvimento com o colega de farda.

A suspeita sustenta que apenas pediu uma carona a Raphael e afirma que os dois teriam sofrido uma emboscada ao serem abordados por homens em um carro e uma moto. Ela diz que ouviu o PM dizer "não precisa disso" e, em seguida, ouviu disparos de fogo. Depois, alega que foi sequestrada pelo grupo, retirada do carro do colega e colocada no porta-malas do veículo dos supostos criminosos.

Entenda o caso

Diligências e oitivas ainda são realizadas para elucidar as circunstâncias do assassinato do soldado Raphael Sampaio. Uma possível motivação para o crime seria vingança por traição, mas a Polícia não descarta outras possibilidades.

Júlia e o marido, Antoneudo, foram presos ainda na terça-feira. Ela, por suspeita de envolvimento direto no crime, enquanto ele foi flagrado com armas, documentos falsos e munições em casa. Na quinta-feira (13), a PM teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e, contra o esposo, foi decretada prisão temporária. 

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