Oito pessoas foram presas durante a Operação Mercador, deflagrada nesta segunda-feira (28) pela Polícia Civil da Bahia, contra esquema de comércio ilegal de armas. Entre os detidos está o ex-vice-prefeito e ex-vereador de Icapuí, extremo leste do estado do Ceará, Heverton Costa Silva.
Segundo a investigação, o suspeito é apontado como responsável pela lavagem dos recursos obtidos com a comercialização ilegal de armamentos. Foram identificadas movimentações financeiras relacionadas a ele e ao casal que chefiava o esquema.
No Ceará, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Icapuí e Fortaleza. Na Capital, o alvo foi identificado como Francisca Alves Costa Silva.
O Diário do Nordeste não conseguiu localizar a defesa dos dois alvos cearenses, mas salienta que o espaço segue aberto para manifestações.
OPERAÇÃO EM QUATRO ESTADOS
Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em quatro estados e resultou na apreensão de cinco veículos, nove celulares, três notebooks, três armas de fogo, munições, R$ 5 mil em espécie e documentos.
A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 100 milhões em bens e valores dos investigados.
COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA
Na Bahia, foram realizadas quatro prisões, sendo três em Salvador e uma em Lauro de Freitas. As diligências também foram realizadas em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
Entre os presos em Salvador está um casal residente no Rio de Janeiro, apontado pelas investigações como responsável pela liderança do esquema.
Segundo a apuração, os dois utilizavam documentos falsificados para obter registros de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e, assim, adquirir armas e munições.
Armamentos comprados pelo grupo foram posteriormente apreendidos em poder de integrantes de organizações criminosas, indicando que seriam destinados à revenda para esses grupos.
SOBRE A INVESTIGAÇÃO
A investigação foi conduzida pela Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (DESARME), unidade vinculada ao Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACO), com apoio operacional do Departamento de Repressão e Combate ao Narcotráfico (DENARC), do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), do Departamento de Inteligência Policial (DIP) e do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM).