Advogado de soldado suspeita de morte de PM carbonizado é detido após entrar com celular em presídio

O defensor particular assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por crime contra a administração pública e foi liberado.

Escrito por Matheus Facundo matheus.facundo@svm.com.br
14 de Agosto de 2026 - 15:26 (Atualizado às 15:54)
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Legenda: Walmir representa a soldado Júlia, que está presa no Presídio Militar, em Fortaleza.
Foto: Reprodução.

O advogado Walmir Medeiros foi detido nesta sexta-feira (14) ao tentar entregar um celular para a soldado da Polícia Militar do Ceará (PMCE) Júlia Natália Girão Gomes, presa por suspeita de participação na morte de Raphael Sampaio, PM morto e carbonizado na Grande Fortaleza. O defensor particular de 62 anos, que é coronel reformado do Exército Brasileiro (EB), já foi liberado após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). 

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) o advogado assinou o TCO "por ingressar ou facilitar a entrada de aparelho de comunicação, sem autorização legal, em unidade prisional". A detenção foi realizada pela Polícia Militar do Ceará (PMCE).

"O homem teria tentado facilitar a comunicação, com terceiros, de uma soldado PM presa por suspeita de participação na morte do soldado da PMCE, Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos. O advogado já responde por lesão corporal dolosa no contexto da Lei Maria da Penha. A ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), unidade especializada da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE)", informou a SSPDS. 

A reportagem entrou em contato com Walmir Medeiros, mas as ligações e as mensagens não foram respondidas. O espaço segue aberto para futuras manifestações. 

Advogado é afastado de Associação 

Em nota, a Associação dos Profissionais da Segurança (APS), da qual Walmir também é integrante, informou que afastou "imediatamente" ele de todas as funções, após ele visitar a soldado Júlia sem autorização da entidade.

Diante da incompatibilidade existente no caso envolvendo os associados SD Sampaio e SD Júlia, decidiu encerrar a assistência jurídica prestada à SD Júlia", informou a Associação. A decisão foi comunicada à associada e ao advogado Cel. Medeiros, que recebeu orientação expressa para se afastar completamente do caso, inclusive de eventual atuação particular enquanto permanecesse como colaborador da APS. Apesar da determinação, o advogado realizou, nesta sexta-feira, 14 de agosto, visita à SD Júlia sem autorização da Diretoria.
APS
Em nota

Medeiros defende Júlia desde o dia em que ela foi presa em flagrante, após ser supostamente resgatada de um cárcere privado após presenciar a morte de Raphael, com quem ela teria um caso extraconjugal, segundo a tia da vítima, Rosilane Sampaio. O depoimento da policial, entretanto, é cheio de furos, conforme imagens de câmera de segurança rebateram.

 

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