Homem que atropelou 3 pessoas de propósito e matou servidor em bar no Ceará vira réu na Justiça
Crime ocorreu em Juazeiro do Norte no dia 23 de maio, no bar Budega Cariri
O homem que atropelou três pessoas de propósito e matou um servidor público após uma briga no bar Budega Cariri, em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense, foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) pelos crimes de homicídio qualificado e dupla tentativa de homicídio, e virou réu na Justiça do Ceará. A denúncia contra Romário Raoni Pereira Agostinho foi oferecida pela 12ª Promotoria de Justiça na última segunda-feira (8).
O Poder Judiciário recebeu a denúncia no dia seguinte, nessa terça-feira (9). O caso foi distribuído à 1ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro do Norte.
O atropelamento matou Airton Ferreira Rocha Neto, servidor da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Qualidade de Vida da Prefeitura de Milagres, além de deixar outras duas vítimas: Amilton Pereira Rocha e Lucas Gabriel Gonzaga Sousa, que teve lesões graves e ficou internado no Hospital Regional do Cariri (HRC).
De acordo com documentos aos quais o Diário do Nordeste teve acesso, a discussão teria iniciado no bar Budega Cariri após um grupo de amigos brincar, dizendo que o carro deles era mais rápido que o veículo do amigo de Raoni, um Volkswagen Tiguan, que estava estacionado próximo à saída.
Testemunhas relataram que o homem reagiu com agressividade, entrou no carro do amigo, Francisco Emanuel, e avançou contra o grupo. Relatórios policiais ainda apontam que ele deu ré no veículo após os atropelamentos.
Quatro pessoas foram atropeladas
No dia do crime, em 23 de maio, o homem atropelou quatro pessoas no total, incluindo o próprio amigo, Francisco Emanuel Ferreira Caetano, que tentou apaziguar a confusão, mas foi atingido na perna e no pé.
"De acordo com a Promotoria, o acusado, que estaria sob efeito de bebida alcoólica, utilizou veículo para ferir as vítimas que se encontravam em frente ao restaurante. Ele teria jogado o carro contra um grupo de pessoas, e, após o primeiro impacto, o denunciado prosseguiu com a manobra, atingindo novamente quem já estava no chão e fugindo em seguida sem prestar socorro", informou o MPCE.
Além da denúncia criminal, "a Promotoria também requereu a fixação de valor mínimo para reparação dos danos morais sofridos pelas vítimas".
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Denunciado se escondeu em caixa d'água
Após o crime, Romário se escondeu na caixa d'água de uma chácara. Ele foi encontrado e preso em flagrante por equipes das polícias Civil e Militar do Ceará, depois de empreender fuga.
Ele abandonou o carro usado no crime e se escondeu na casa do irmão, mas fugiu por telhados ao perceber a presença policial para prendê-lo.
Interrogado após ser preso, Raoni confirmou a briga, mas disse que foi agredido e derrubado no chão, e fala que "a raiva o cegou". Ele admitiu que o atropelamento foi intencional, mas diz que a intenção era somente lesionar, e não matar.