Ceará lidera ranking de redução de roubos no Brasil e se torna o 2º que mais diminuiu homicídios
Os dados do Ministério da Justiça dizem respeito ao primeiro quadrimestre de 2026.
Os últimos dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apontam que, entre janeiro e abril, o Ceará foi a unidade da federação que mais reduziu Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVPs), e o segundo com maior redução de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs). As informações foram apresentadas pelo governador Elmano de Freitas em coletiva de imprensa no Palácio da Abolição na manhã desta quarta-feira (10).
Os crimes de CVP monitorados pelo Ministério são roubo de veículo, roubo de carga e roubo a instituições financeiras.
O Ceará lidera o ranking de redução de CVP com queda de 59,02%, enquanto a média do Brasil é -15,72%. Em relação às mortes violentas, como homicídios e feminicídios, a variação de -37,16%, com a média brasileira sendo -13,17%.
Em números absolutos, o primeiro quadrimestre de 2026 registrou 585 vítimas de CVLI e 763 casos de CVP.
"São dados importantes que apresentamos à sociedade cearense... Tenho muita convicção de que o trabalho realizado junto com o Poder Judiciário, Ministério Público, com a Polícia Federal, com as nossas vinculadas nos dá um caminho muito seguro, que vamos cada vez mais buscar índices melhores de segurança ao povo cearense", pontuou Elmano.
Segundo Roberto Sá, titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a "inteligência policial é a base de tudo".
"Estamos sempre combatendo a violência para proteger a nossa população. Essa tendência permanente é consequência de muito trabalho e de gestão, seja de pessoas e de processos. São ações, operações, tudo com base em evidências científicas. Queremos um Ceará com indicadores que ele sempre mereceu ter e irá continuar tendo”, afirmou o secretário.
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Roubos tiveram melhor resultado
Apesar de os dados nacionais não estarem fechados, o Governo do Ceará divulgou que, em meio aos CPVs, houve "redução significativa", em comparação com maio de 2025, com uma queda de 62,9% nas estatísticas, em Fortaleza, e de 60,3% no Ceará. Foi o melhor resultado da série histórica.
Nesta quarta, o Governo do Ceará apresentou os indicadores de maio, e Fortaleza apareceu com redução de 70,8% nos CVLIs, também melhor resultado da série histórica contabilizada pela SSPDS e pela Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp).
Foi identificada redução de crimes do tipo em todas as regiões do estado, com destaque para a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), com 60,8%. Já o Interior teve decréscimo de 45,4% na estatística de roubos e furtos.
"Naturalmente quando se intensifica em todo o Estado, a tendência é reduzir mais onde tinha mais episódios criminosos. Então tem uma redução geral e uma redução ainda maior onde era maior a incidência da prática criminosa. Vamos continuar a intensificar o trabalho no Estado inteiro", afirmou o governador do Ceará.
Um dos destaques foi o roubo de celular, que, entre maio de 2025 e maio de 2026, caiu 61,7%, com 1.072 ocorrências no ano passado e 411 neste.
Feminicídio ainda preocupa
Apesar de os indicadores violentos no Ceará apresentarem diminuição ao longo dos meses, crimes como o feminicídio seguem em alta no Estado, fato que "preocupa" e "demonstra a necessidade de campanhas permanentes de educação e mudança da cultura da população", conforme Elmano de Freitas.
"A primeira coisa que nós estamos realizando é enfrentar para não ter impunidade. Significa buscar prender todos que agridam, ameacem e tirem a vida de mulheres cearenses. Segundo, parceria com o Poder Judiciário para que os processos em que esses réus respondem ocorram no maior breve espaço de tempo", afirmou o governador cearense.
O chefe do Executivo Estadual pontuou ainda a inauguração de delegacias especializadas em casos de violência contra a mulher. Uma nova foi inaugurada em Tauá recentemente, e já há sinalização de datas para a inauguração da unidade do município de Crateús, aumentando a presença policial no interior.
"Não tem a menor condição de nós convivermos com mulheres com medo, especialmente de seu companheiro ou de seu ex-companheiro que tem a condição de ameaçar e de às vezes tirar a vida dessa pessoa", ponderou Elmano.