Dona de provedora de internet é presa no Ceará suspeita de associação com o Comando Vermelho

Outras sete pessoas também foram capturadas pelo mesmo crime.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 14:58)
Policial civil com balaclava preta em primeiro plano e viatura da Polícia Civil ao fundo. Imagem ilustra matéria sobre dona de provedora presa em operação suspeita de associação com o Comando Vermelho (CV).
Legenda: Os mandados de prisão foram cumpridos pelas forças de segurança do Estado.
Foto: Divulgação/PCCE.

Oito suspeitos de crimes envolvendo provedoras de internet foram presos nesta quarta-feira (10), pela Polícia Civil, no Ceará. A ofensiva ocorreu em Fortaleza e Maracanaú, na Região Metropolitana. Entre os capturados está uma empresária, dona de uma provedora de internet, suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a ofensiva da sexta fase da Operação Impacto ocorreu nos bairros Alto da Balança, Quintino Cunha e José Walter, e busca combater a atuação da facção carioca em atividades ilícitas relacionadas ao setor de telecomunicações na capital cearense.

A operação é um desdobramento das investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e ações da Operação Strike, que apuram a associação de proprietários de provedores de internet com integrantes do CV.

De acordo com os investigadores, a facção tem utilizado a violência para tentar “estabelecer monopólio” no fornecimento de serviços de internet em determinadas regiões da cidade Nesse contexto, até então, ao menos 98 pessoas foram capturadas desde julho do ano passado.

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Quem são os presos?

Além da empresária, que não teve sua identidade divulgada pelas autoridades de segurança, foram presas outras sete pessoas e cumprido mandado de prisão contra um homem que já se encontra recolhido em uma unidade prisional do Estado.

As diligências resultaram ainda na apreensão de nove aparelhos celulares, veículos automotores e outros objetos de interesse para as investigações, que serão periciados para elucidar possíveis atividades ilícitas relacionadas ao CV.

Os capturados também tiveram suas contas bancárias bloqueadas judicialmente — o montante se aproxima de R$ 3,5 milhões.

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