Um mês depois do acidente que matou 23 pessoas, topiqueiros do Sertão Central paralisam atividade e população é prejudicada. Na região Norte, a fiscalização foi intensificada, principalmente nas estradas que dão acesso ao Município de Camocim e à Serra da Ibiapaba. Já na região do Cariri, as topiques continuam trafegando normalmente. Não chegou na região nenhuma resolução sobre a regulamentação dos transportes alternativos. Porém, a fiscalização vem ocorrendo rotineiramente
Quixadá (Sucursal) - O dia 20 de janeiro de 2003 jamais será esquecido pelos parentes das 23 pessoas que morreram na colisão entre duas topiques na estrada de Juatama, em Quixadá. Foi uma das maiores tragédias já registradas no Estado. Para os dirigentes da Cooperativa de Transportes Alternativos do Sertão Central, o que mudou foi a perseguição à categoria que ficou mais perversa.
O presidente da entidade, Expedito Freire Neto, disse que o governo e as empresas de ônibus estão usando o acidente para prejudicar muitos pais de famílias. “Nós estamos passando fome”, disse o presidente.
A Cooperativa conta com 38 topiqueiros cadastrados. Todos estão sem trabalhar, porque as cancelas não permitem mais a passagem dos transportes alternativos. Os postos da Companhia de Policiamento Rodoviário recebem ordem expressas para impedir a passagem dos transportes. Mas o delegado Regional de Polícia Civil de Quixadá, Agenor Freitas de Queiroz, anunciou que vai indiciar os policiais do Posto Rodoviário da cidade que estavam trabalhando no dia do acidente. Segundo o delegado, houve omissão quando permitiram que a topique do acidente passasse no posto com lotação excessiva.
Com as topiques paradas, a situação ficou pior para as pessoas que viajam todos os dias para Fortaleza e outras cidades da Região Centro. A quantidade de passageiros é muito grande e os ônibus não atendem a demanda. A dona de casa Maria José de Oliveira, que mora no Bairro Baviera, disse que perdeu seu emprego porque ficou um dia sem trabalhar, pois na hora que procurou a Rodoviária não tinha mais ônibus para Fortaleza. Ela teve que ir no dia seguinte. “Com as topiques rodando a gente viajava a toda hora”, disse.
O presidente da Cooperativa de Transporte Alternativos, Expedito Freire Neto, disse que, apesar de serem 38 topiqueiros cadastrados, existem mais de 100 rodando na região de forma totalmente irregular. “Esse tipo de gente não se pode controlar, por isso estamos pagando pelos erros da maioria”. Explicou que a Cooperativa fiscaliza diariamente os carros, a situação de pneus, extintores e a lotação.
Na sua opinião, o problema é que a superlotação sempre é feita longe da área de fiscalização da Cooperativa e o acidente que aconteceu foi um fato isolado. “Os acidentes e as tragédias acontecem diariamente com qualquer tipo de transporte no Brasil e no mundo” disse, acrescentando que existe um acordo com o Dert para os carros rodaram sem problemas até o ato da regulamentação do transporte alternativo.
O problema é que existem interesses acima dos interesses do povo e muita gente sai perdendo. No terminal rodoviário de Quixadá é grande o número de pessoas querendo viajar. Mas o jeito é ter que esperar o próximo ônibus chegar.
Quixadá (Sucursal) - O dia 20 de janeiro de 2003 jamais será esquecido pelos parentes das 23 pessoas que morreram na colisão entre duas topiques na estrada de Juatama, em Quixadá. Foi uma das maiores tragédias já registradas no Estado. Para os dirigentes da Cooperativa de Transportes Alternativos do Sertão Central, o que mudou foi a perseguição à categoria que ficou mais perversa.
O presidente da entidade, Expedito Freire Neto, disse que o governo e as empresas de ônibus estão usando o acidente para prejudicar muitos pais de famílias. “Nós estamos passando fome”, disse o presidente.
A Cooperativa conta com 38 topiqueiros cadastrados. Todos estão sem trabalhar, porque as cancelas não permitem mais a passagem dos transportes alternativos. Os postos da Companhia de Policiamento Rodoviário recebem ordem expressas para impedir a passagem dos transportes. Mas o delegado Regional de Polícia Civil de Quixadá, Agenor Freitas de Queiroz, anunciou que vai indiciar os policiais do Posto Rodoviário da cidade que estavam trabalhando no dia do acidente. Segundo o delegado, houve omissão quando permitiram que a topique do acidente passasse no posto com lotação excessiva.
Com as topiques paradas, a situação ficou pior para as pessoas que viajam todos os dias para Fortaleza e outras cidades da Região Centro. A quantidade de passageiros é muito grande e os ônibus não atendem a demanda. A dona de casa Maria José de Oliveira, que mora no Bairro Baviera, disse que perdeu seu emprego porque ficou um dia sem trabalhar, pois na hora que procurou a Rodoviária não tinha mais ônibus para Fortaleza. Ela teve que ir no dia seguinte. “Com as topiques rodando a gente viajava a toda hora”, disse.
O presidente da Cooperativa de Transporte Alternativos, Expedito Freire Neto, disse que, apesar de serem 38 topiqueiros cadastrados, existem mais de 100 rodando na região de forma totalmente irregular. “Esse tipo de gente não se pode controlar, por isso estamos pagando pelos erros da maioria”. Explicou que a Cooperativa fiscaliza diariamente os carros, a situação de pneus, extintores e a lotação.
Na sua opinião, o problema é que a superlotação sempre é feita longe da área de fiscalização da Cooperativa e o acidente que aconteceu foi um fato isolado. “Os acidentes e as tragédias acontecem diariamente com qualquer tipo de transporte no Brasil e no mundo” disse, acrescentando que existe um acordo com o Dert para os carros rodaram sem problemas até o ato da regulamentação do transporte alternativo.
O problema é que existem interesses acima dos interesses do povo e muita gente sai perdendo. No terminal rodoviário de Quixadá é grande o número de pessoas querendo viajar. Mas o jeito é ter que esperar o próximo ônibus chegar.