Moraes solicita nova posição da PGR sobre arma de Bolsonaro apreendida em blitz

Ministro do STF deu um prazo de 48 horas para o procurador-geral, Paulo Gonet.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
01 de Julho de 2026 - 18:50
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Legenda: O pedido foi feito por Moraes nesta quarta-feira (1º).
Foto: Shutterstock/Saulo Ferreira Angelo.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pediu um novo posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a arma de Jair Bolsonaro apreendida em uma blitz. Nesta quarta-feira (1º), ele ainda deu um prazo de 48 horas para o procurador-geral, Paulo Gonet, e para a defesa do ex-presidente, que deve se manifestar novamente. 

A solicitação ocorreu após a conclusão do inquérito policial, que sugeriu o indiciamento do sargento Estácio Leite Filho por porte ilegal de arma de fogo. Conforme a CNN Brasil, o delegado do caso chegou a citar que o registro de arma de fogo de Bolsonaro é válido. 

Por isso, ele acredita que não teria tido ilegalidade por parte do ex-presidente. Anteriormente, a PGR já tinha defendido não ter falta grave de Bolsonaro. 
 
Após a ocorrência, a expectativa é de que Moraes decida entre manter Bolsonaro em prisão domiciliar ou mudar para o regime fechado. 

Relembre o caso 

A arma de fogo de propriedade de Jair Bolsonaro foi apreendida na noite do dia 15 de junho, durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Conforme citado por Moraes, a arma foi apreendida às 23h30 quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga.

Durante a abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.

Na blitz, os policiais localizaram um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista, que afirmou ter recebido a arma por causa de uma pane, foi conduzido para a delegacia. Ele disse que pegou a pistola na segunda (15), para realizar reparo, e que devolveria o item ainda já nesta terça-feira (16).

Desde o dia 24 de março, Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária. Na data, ele deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após ser internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.

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