O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, nesta sexta-feira (19), que agentes da Polícia Civil do Distrito Federal colham depoimento de Jair Bolsonaro. O ex-presidente deve se pronunciar sobre arma de fogo, registrada em seu nome, que foi apreendida em uma blitz na noite de segunda-feira (15).
A arma foi apreendida às 23h30 depois de um Honda Civic ser parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga (DF). Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI).
No entanto, a arma não estava acompanhada do certificado de registro. Conforme o g1, a Polícia Civil pediu a Moraes para ouvir Bolsonaro por videoconferência na próxima quarta-feira (24).
Porém, Moraes determinou que o depoimento seja colhido de forma presencial, na tarde da próxima terça (23). Assim, os agentes deverão se deslocar até o local em que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, já que "há restrição legal para uso de comunicações eletrônicas".
"Esclarece-se que a tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando".
Arma foi apreendida e motorista foi conduzido para delegacia
Na blitz, os policiais localizaram um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista, identificado como Estácio Leite da Silva Filho, foi conduzido para a delegacia.
Ele afirmou ter recebido a arma por causa de uma pane. Em depoimento, alegou estar com a pistola desde segunda-feira (15), para realizar reparo, e que devolveria o item ainda já na terça-feira (16).