Câmara de Sobral cancela sessão plenária após três vereadores serem presos em operação policial

Parlamentares são suspeitos de estabelecer relações com membros de facções criminosas envolvidos em atos de extorsão e ameaças nas eleições de 2024.

Escrito por Ingrid Campos ingrid.campos@svm.com.br
11 de Agosto de 2026 - 15:14
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Legenda: Composição da Câmara de Sobral deve passar por mudanças nos próximos dias.
Foto: Divulgação/Câmara de Sobral.

A Câmara Municipal de Sobral cancelou a sessão plenária e a sessão solene, que ocorreriam nesta terça-feira (11), após a prisão de três vereadores no âmbito da Operação Omertá. A Casa também encerrou o expediente administrativo às 14h. O encaminhamento foi formalizado em portaria publicada após as diligências policiais. 

Assim, as matérias que constavam na Ordem do Dia da sessão em questão serão automaticamente incluídas na pauta da próxima reunião de trabalhos. Já a sessão solene ainda não tem data para ser realizada. Nesta terça, os vereadores fariam uma homenagem ao Dia do Advogado

Sessões plenárias na Câmara de Sobral ocorrem às segundas e terças-feiras.
Legenda: Sessões plenárias na Câmara de Sobral ocorrem às segundas e terças-feiras.
Foto: Reprodução/Câmara de Sobral.

Os vereadores Carlos do Calisto (PSB), Mário Vicktor (União Brasil) e Junim do Povo (Podemos) foram alvos de mandados de prisão e afastados dos cargos por 180 dias, suspeitos de estabelecer relações com membros de facções criminosas envolvidos em atos de extorsão e ameaças nas eleições de 2024.  

Conforme informações repassadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) à imprensa, integrantes de uma facção criminosa teriam cobrado “pedágios” de até R$ 60 mil para candidatos acessarem determinados territórios do município em campanha de rua. 

O valor variava conforme o capital político dos candidatos interessados. Para os detentores de mandatos, o montante a ser pago, à época, era de R$ 60 mil. Já para os postulantes estreantes em disputa eleitoral, a cobrança ficava pela metade, em torno de R$ 30 mil. 

O PontoPoder já havia buscado a presidência da Câmara Municipal, na figura de Chico Joia Jr. (União), para esclarecimentos sobre os procedimentos determinados pela 3ª Zona Eleitoral de Fortaleza, mas não houve retorno sobre os questionamentos da reportagem até a publicação desta matéria. 

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