O candidato Flávio Bolsonaro (PL) perdeu o segundo turno das eleições e não ocupará a Presidência da República em 2027. Com 99% das urnas apuradas, a Justiça Eleitoral oficializou o resultado desfavorável para o senador carioca, que obteve 48,2% dos votos válidos, nesse domingo (25).
Com isso, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reelegeu e seguirá no cargo por mais um mandato. Apesar da derrota inicial em primeiro turno, o petista obteve 51,7% dos votos válidos no segundo domingo de eleições.
Esta seria a primeira vez de Flávio à frente de um cargo do Poder Executivo. Anteriormente, além de senador, ele atuou como deputado estadual por quatro mandatos no Rio de Janeiro. O candidato derrotado tentava emplacar o mesmo feito do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), eleito em 2018.
Cenário da corrida eleitoral no Ceará
O Ceará foi palco chave das campanhas eleitorais para ambos os candidatos durante as semanas que sucederam o primeiro turno das eleições 2026.
Para Flávio, o contexto foi de vitórias de seus aliados nos âmbitos legislativos. André Fernandes (PL), principal nome bolsonarista no Estado, reelegeu-se para a Câmara dos Deputados com o maior número de votos da história. O partido conquistou, ao todo, seis vagas para a Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) e quatro vagas na Câmara.
O objetivo dos aliados cearenses era de ampliar a votação de Flávio entre os cearenses, local em que perdeu no primeiro turno. Entre as principais ações, houve atos de rua e apoio de figuras que integraram a chapa de Ciro Gomes (PSDB), como o candidato a vice Roberto Cláudio (União). O tucano, por outro lado, não declarou apoio público a nenhum dos presidenciáveis.
Quem é Flávio Bolsonaro?
Flávio Nantes Bolsonaro tem 45 anos, é natural do Rio de Janeiro e já atuou como deputado estadual por quatro mandatos consecutivos, antes de se eleger em 2018 para o Senado Federal.
Entre os feitos como parlamentar, destacam-se o envio da PEC Nº 32/2019, que trata da redução da maioridade penal, assunto das campanhas que antecederam o segundo turno dessas eleições, e a coautoria no PL 3.190/2023, que deu origem à Lei Nº 15.364/2026, que visa aprimorar e fomentar o microcrédito e as microfinanças.
Em maio deste ano, começou a ter seu nome associado ao escândalo do Banco Master, após conversas suas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro serem divulgadas, onde ele pedia R$ 134 milhões para a produção do filme “Dark Horse”. Ele nega qualquer irregularidade no contato com o suspeito.
No decorrer de sua corrida eleitoral, suas principais propostas giraram em torno do combate à violência e à realização de um "revogaço" para reduzir a burocracia estatal. O candidato havia se comprometido a classificar facções criminosas como organizações terroristas e manter reajustes no salário mínimo e no Bolsa Família.
*Estagiária sob supervisão da jornalista Jéssica Welma.