O Conselho Internacional da Associação de Futebol (IFAB) decidiu por uma nova mudança caso um jogador dê dois toques na cobrança de pênalti. Em penalidades nas quais o gol for marcado, o atleta terá que cobrar novamente. Se a oportunidade for desperdiçada, a cobrança da marca da cal segue como perdida.
Até então, mesmo que de maneira não intencional, nos casos de escorregão e acidental, o segundo toque é considerado uma infração. Em casos de lances assim, a penalidade era anulada. Da mesma forma quando, nas cobranças de penais, a bola bate na trave e o cobrador aproveita o rebote e finaliza na sequência.
Com a mudança considerada de maior flexibilidade, a tendência é que mais gols sejam marcados. Assim, os goleiros dos times que causaram o pênalti são afetados. Cabe ao goleiro, que já não pode se adiantar e tem que ficar com um pé na linha na hora da cobrança, torcer que o chute não entre na baliza. Seja por defesa ou não, considerando que, caso o batedor toque duas vezes na bola e marque o gol, ele terá mais uma chance de fazer a cobrança.
CASOS RECENTES
A cobrança de Julián Álvarez, do Atlético de Madrid, nas oitavas de final da Champions League, em classificação decidida nas penalidades no clássico contra o Real Madrid, foi o caso mais recente de dois toques na penalidade. No lance, Júlian escorregou mas fez o gol. Em consulta ao VAR, a arbitragem observou no replay que o argentino tocou duas vezes na bola e o pênalti foi anulado.
Quem pensa que isso só acontece na Europa, está enganado. Em duelo válido pelo Brasileirão de 2020, contra o Fortaleza, na Arena Castelão, Pedro, atacante do Flamengo, escorregou na batida e, no chute com o pé direito, a bola resvala em seu pé esquerdo. Cometendo os dois toques, o gol foi anulado pelo árbitro Rafael Traci e a partida acabou empatada por 0 a 0.
* Sob supervisão de Crisneive Silveira