Quem são os 'Adultos Disfuncionais', cearenses que viralizaram mostrando o cotidiano em São Paulo

Os vídeos dos amigos ultrapassaram um milhão de visualizações no TikTok, enquanto no Instagram eles já somam conteúdos que passam de 700 mil visualizações

Escrito por Gabriel Bezerra* producaodiario@svm.com.br
04 de Agosto de 2026 - 09:27 (Atualizado às 09:36)
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Legenda: Conheça os "Adultos Disfuncionais" cearenses que viralizaram mostrando o cotidiano em São Paulo.
Foto: Arquivo pessoal.

Com milhões de visualizações nas redes sociais, dois cearenses têm viralizado diversos vídeos engraçados no TikTok e Instagram, especialmente com publicações sobre a rotina boêmia da dupla em São Paulo. Eles são Obston Marinho, de 33 anos, o "Binho", e o melhor amigo, Caio Paiva, de 38 anos.

No TikTok, os vídeos deles ultrapassaram um milhão de visualizações, enquanto no Instagram eles já somam 15 mil seguidores e conteúdos que passam de 700 mil visualizações.

Com um ano recém-completado, o projeto "Adultos Disfuncionais" nasceu como um podcast idealizado por Caio. Pouco depois, o conteúdo migrou do áudio para as plataformas de vídeo. O formato? "Vida real", como eles mesmos definem. Os vídeos e episódios refletem a interação cotidiana, sem roteiros: apenas eles e os amigos.

Por mais que briguem e tenham
Legenda: Por mais que briguem e tenham "momentos de ranço", a lealdade prevalece.
Foto: Arquivo pessoal.

O nome do projeto faz referência às dificuldades com tarefas básicas da vida adulta, como afazeres domésticos ou organização financeira. Contudo, para a dupla, ser um adulto disfuncional significa ser alguém que aproveita a vida.

"É o nosso estilo de vida. Disfuncional é uma pessoa que vive a vida... intencionalmente", conta Caio Paiva.
Caio Paiva
Integrante do adultos disfuncionais

Os dois relatam que o nome é uma sátira, já que ambos trabalham muito e se consideram bastante funcionais. Porém, quando o assunto é boemia, eles assumem o lado disfuncional pra valer.

Como foram parar em São Paulo?

Foi em um antigo emprego de Caio que o levou a morar em São Paulo. Para além da questão profissional, a mãe dele já morava na capital paulista, o que fortaleceu ainda mais o desejo de mudança. "Eu olhei para essa cidade... e falei: 'caramba, eu tenho que morar aqui'", relembra Caio, que trabalha atualmente no mercado financeiro. 

Até então, Caio e Binho não eram amigos. Quando Caio se mudou, Binho ainda estava no processo de sair do antigo emprego, onde trabalhava com as mídias de uma agência de viagens, para buscar novos caminhos. Foi quando decidiu ir para a capital paulista e sair da Maraponga, em Fortaleza, onde morou por cerca de 15 anos, para se arriscar como filmmaker, profissão com a qual não tinha tido contato até então. 

Apesar de se conhecerem há mais de uma década, a sintonia demorou a acontecer. "Não éramos amigos, a gente não se dava", conta Binho. A amizade se consolidou de fato em 2024, já em São Paulo. Eles relatam que o primeiro reencontro ocorreu em uma festa no bar Caracol, mas a proximidade só aumentou quando se viram novamente em um bloco de Carnaval.

Não são um casal, mas sim "irmãos"

Embora não sejam um casal — ao contrário do que muitos seguidores imaginam no primeiro contato com os vídeos —, Caio e Binho se definem como irmãos que se ajudam em qualquer situação. Eles compartilham de tudo: dos seguidores às histórias engraçadas de balada e convivência.

Por mais que briguem e tenham "momentos de ranço", a lealdade prevalece. Durante a entrevista, Caio relembra um dos momentos mais difíceis de sua vida, a retirada de um tumor, no qual Binho esteve presente, mesmo sem saber exatamente a gravidade da situação.

"Ele me ajudou muitas vezes, em momentos muito difíceis. Nossa, eu não sei como seria a minha vida hoje em dia se ele não existisse", relata Caio, emocionado.
Caio Paiva
Integrante adultos disfuncionais

A cumplicidade se revela nas miudezas. Assim que Binho chegou a São Paulo, Caio foi um dos principais apoios para que ele se mantivesse na cidade — chegando, inclusive, a convencer outros amigos a fazerem uma vaquinha para ajudá-lo até que encontrasse um emprego e se estabilizasse.

"A gente briga. A gente se entende o que a gente transparece no Instagram é muito real. É realmente o que a gente é"
Obston Marinho, o Binho
Integrante adultos disfuncionais

*Estagiário sob supervisão da jornalista Aline Conde. 

 

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