“Sempre será lembrado”, “Te amo para sempre”, “Eterno campeão”. Essas são algumas das mensagens deixadas como homenagem aos atletas vítimas do acidente de ônibus em Tauá, na segunda-feira (15).
As frases foram escritas em um mural disponibilizado para quem foi ao velório coletivo dos jovens nesta terça-feira (16), no Ginásio Poliesportivo de Juazeiro do Norte, no Ceará.
Na parede do Ginásio, cartolinas foram dispostas com o nome de cada um dos jovens mortos que faziam parte do time Basquete Juazeiro do Norte. Amigos, familiares, colegas de turma e moradores da cidade se enfileiraram para usar o espaço para registrar as últimas palavras para as vítimas.
O acidente com o ônibus que transportava o grupo ocorreu na CE-187, próximo ao distrito de Santa Teresa, em Tauá. A delegação de 41 pessoas voltava de Sobral, onde ganhou um campeonato da categoria sub-19 no domingo (14).
Após a tragédia, a prefeitura de Juazeiro do Norte decretou luto de sete dias e escolas da rede estadual suspenderam aulas. Três das vítimas eram estudantes de colégios da rede e outras duas eram ex-alunos.
Veja a lista das vítimas:
- Marcos Miguel, assistente técnico do time, 22 anos;
- Henrique Ferreira Bezerra, 17 anos;
- João Paulo Sampaio de Alencar, 18 anos;
- Luiz José de Morais Neto, 18 anos;
- Cauã Rodrigues Fratta, 16 anos;
- Jonatas Samuel dos Santos Lopes, 15 anos;
- Matheus Henrique Ferreira, 15 anos.
Sobreviventes foram ao velório para se despedir dos colegas
O treinador do time, Ricardo Lemos, também compareceu ao velório dos atletas. O profissional teve o rosto fraturado no acidente e relata ter trabalhado no resgate dos demais até a chegada do atendimento médico de urgência.
"Não sei explicar o sentimento que eu estou tendo agora, de estar aqui, representando a nossa equipe, porque eu trocaria a minha vida pelo lugar daqueles meninos ali”, disse.
O jovem Bruno Lira da Silva, de 18 anos, também sobrevivente, deixou o hospital apenas para se despedir dos colegas de time. Ele teve duas fraturas no braço e ainda está sob cuidados médicos.
Segundo ele, a memória do acidente foi apagada. O que restaram foram os “flashbacks” das brincadeiras entre os amigos e a comemoração do título.
“A gente comemorou o máximo que conseguiu, infelizmente veio a acontecer essa tragédia, mas a gente conseguiu aproveitar o máximo”, conta.