Justiça interdita abrigo de idosos em Iguatu e determina transferência dos residentes
Medida foi tomada após pedido do Ministério Público do Ceará.
Um abrigo irregular em Iguatu, conhecido como "Lar de Idosos", foi interditado pela Justiça após pedido do Ministério Público do Ceará (MPCE). A Prefeitura de Iguatu foi determinada a providenciar, no prazo de dez dias, a transferência dos cinco residentes no local.
Os idosos devem ser encaminhados para uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) ou outro serviço similar em Iguatu ou município vizinho. A Justiça ainda estipulou o custeio integral de:
- Transporte;
- Acolhimento;
- Alimentação;
- Cuidados;
- Medicação.
Caso as transferências não sejam efetivadas, a Prefeitura pode receber multa diária de R$ 2 mil por idoso não realocado, limitada a R$ 80 mil.
No caso do abrigo, ele está proibido de receber novos idosos, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 50 mil.
A decisão foi proferida no dia 3 de junho. O "Lar de Idoso" deve ser interditado de forma depois da realocação de todos os residentes.
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Abrigo sem condições mínimas de funcionamento
A 2ª Promotoria de Justiça considerou os laudos técnicos e relatórios de Vigilância Sanitária do Município. Após inspeções, foi constatado que o abrigo estava sem condições mínimas de funcionamento.
Além disso, estava "totalmente irregular" e não tinha qualquer tipo de licença para funcionar.
Uma fiscalização feita em 2026 apontou:
- Risco de acidentes;
- Situação de insalubridade;
- Privação alimentar persistente sem melhorias.
O funcionamento da instituição começou a ser acompanhado pelo MP em 2024, após o órgão instaurar um procedimento administrativo para isso.
Assim, ainda em 2024, durante inspeção da Vigilância Sanitária e do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, já constataram que o estabelecimento funcionava sem alvará, sem responsável técnico e sem equipe de cuidadores habilitada.
"Os relatórios apontaram péssimas condições de higiene, escassez de alimentos, piscina sem proteção que gera risco de afogamento, retenção de cartões previdenciários dos idosos e fornecimento de alimentos e remédios vencidos", detalhou o MPCE, em nota.