Taxa de analfabetismo no Brasil cai para 4,9% e chega a nível histórico desde 2016

Dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (19).

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Sala de aula com estudantes sentados em carteiras individuais, vistos de trás, escrevendo e olhando para um quadro branco com anotações ao fundo; mochilas e cadernos estão sobre as mesas.
Legenda: No ano passado, na PNAD de 2024, o índice citado estava em 5,3%.
Foto: J.P. Junior Pereira/Shutterstock.

A taxa de analfabetismo no Brasil caiu para 4,9% em 2025, a menor desde o início da série histórica de 2016. O número, presente na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2025, corresponde a 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais, e é a primeira vez que o indicador fica abaixo de 5%.

No ano passado, na PNAD de 2024, o índice citado estava em 5,3%. Já em 2016, ano de início da série, a taxa estava em 6,7%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (19), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, o índice aponta que 58% dos analfabetos no Brasil estão concentrados na população com 60 anos ou mais. Os dados mostram, inclusive, que, apesar da queda, o analfabetismo ainda segue marcado pelas desigualdades frequentemente registradas em solo brasileiro.

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Na faixa etária citada, 13,7% dos analfabetos registrados são mulheres, enquanto 14,1% são homens. Entre pretos ou pardos, a taxa é de 20,6%, número que chega a ser três vezes superior ao de brancos nesta faixa.

Os números também apontam que mais da metade dos analfabetos do país estão na região Nordeste, com 4,8 milhões de pessoas. A tendência já era vista nas pesquisas anteriores.

Atualmente, a taxa na região Nordeste é de 10,6%, enquanto no Norte ela é de 5,7%, as duas acima da média do Brasil. No Sul, a taxa é de 2,4%, no Sudeste, é de 2,3%; e no Centro-Oeste é de 3,3%. 

A queda do analfabetismo no país seria puxada pelas gerações mais jovens, conforme aponta o próprio IBGE. O instituto ressalta a importância de políticas capazes de alfabetizar brasileiros que não tiveram o mesmo acesso na infância, focando tanto em jovens como em adultos. 

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