Mulher de 67 anos morta por companheiro em Maracanaú dizia estar feliz com namoro, relata neta

Companheiro da vítima, principal suspeito do crime, foi preso em flagrante no domingo (12).

Escrito por Mylena Gadelha mylena.gadelha@svm.com.br
13 de Julho de 2026 - 20:47
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Legenda: Maria das Graças Viana Rodrigues foi encontrada na própria residência, já sem vida, no último sábado (11).
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal.

Uma mulher de 67 anos foi morta a facadas no último sábado (11) em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza.

O corpo de Maria das Graças Viana Rodrigues foi encontrado na própria casa por familiares.

O atual companheiro dela, identificado como Luiz Carlos Pereira, de 29 anos, é apontado como o principal suspeito do crime.

Segundo relatos da família, o relacionamento entre os dois era bastante recente: havia começado há cerca de três meses e, até então, nenhum indício de violência entre eles teria sido registrado.

A neta da vítima, Emily Maciel da Rocha, no entanto, explica que a relação não era vista com confiança entre os familiares.

"Nós não falávamos com ele com intimidade, mas a gente o via algumas vezes lá na casa dela. Toda vez que ela vinha aqui, ela falava que estava muito feliz, que ele estava fazendo muito bem para ela, sabe?",  desabafou a neta, em entrevista ao Diário do Nordeste.

"Em nenhum momento a gente imaginou, mas eu nunca fui com a cara dele. Eu olhava para ele e sentia uma energia muito ruim", completou

Como foi a descoberta do crime 

Conforme o relato de Emily, a mãe dela e o padrasto encontraram o corpo da avó na tarde de sábado (11), horas depois de estranharem o fato de ela não ter ido almoçar com a família.

"Ela sempre vinha almoçar com a gente, mandava uma mensagem", conta. A neta diz que o choque foi imenso. 

Informações confirmadas pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) indicam que a vítima foi morta com "um objeto perfurocortante", a facadas.

Suspeito foi encontrado em hospital

Luiz Carlos Pereira, principal suspeito do crime até o momento, foi preso em flagrante, suspeito do crime de feminicídio, na manhã do último domingo (12). Ele negou o crime.

Emily explicou que ele foi encontrado em um hospital, no bairro Pajuçara, com o tornozelo quebrado.

"No depoimento, ele disse que escutou alguém batendo no portão, que ele sabia que era um homem armado de faca e, quando escutou isso, correu para dentro de casa e pulou a janela", relatou a neta sobre a versão do suspeito. 

"Ela não podia se defender", diz a neta

Para Emily, o crime ganha contornos ainda mais bárbaros pela forma como foi cometido. Ela explica que a avó tinha o corpo muito magro, não possuía muita força e, por isso, descreve o ocorrido como "covardia".

"Ela não podia nem se defender. Era uma senhora, se você desse um empurrão nela, ela caía. Foi de uma forma muito bárbara, muito triste", diz.

Diante da dor, o objetivo da família é que o caso não passe impune. 

Só desejo que esse caso repercuta tanto, que o responsável possa pagar por isso na prisão", frisa. 

Maria das Graças era uma pessoa alegre 

A sensação, explica Emily, é de que "a ficha ainda não caiu". Ao falar sobre a avó, a mulher contou sobre a relação próxima entre ela e os familiares, além do bom convívio que mantinha com vizinhos no bairro onde morava.

"Minha avó era uma pessoa muito feliz, muito alegre. Procurava sempre ajudar todo mundo, passava o dia rodando no bairro. Dizia sempre: 'Vou na casa de fulano para ver se ele está precisando de alguma coisa'", lembra.

"Meu relacionamento com ela era basicamente de mãe e filha; ela ajudou a cuidar de mim desde os 10 anos. Sempre foi um carinho muito grande", completa a neta..

Atualmente, Maria das Graças Viana Rodrigues estava remontando um bar, estabelecimento que já havia mantido, mas que fora fechado após alguns anos. O espaço ficava localizado na própria casa em que vivia.

 

 

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