Indiciado por matar vaqueiro Dadá Guedes em Quixeramobim se entrega à Polícia

Ele passou por audiência de custódia na manhã desta quarta-feira (8).

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
08 de Julho de 2026 - 11:49 (Atualizado às 21:21)
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Legenda: O suspeito do crime, conhecido como "Sasom Boiadeiro" (à esquerda), teria matado Dadá com golpes de faca.
Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Darlei Teixeira Vitor, de 56 anos, conhecido como "Sasom Boiadeiro", indiciado pela morte do vaqueiro Francisco Eudásio Lira Soares, de 30 anos, conhecido como Dadá Guedes, se entregou à Polícia Civil nesta quarta-feira (8).

A reportagem apurou que a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão preventiva em desfavor de Darlei Teixeira, expedido há algumas semanas. 

No dia 25 de junho, o Diário do Nordeste noticiou que o suspeito foi indiciado pela Polícia Civil pelo homicídio de Dadá Guedes. O vaqueiro foi morto a facadas após uma discussão envolvendo a divisão do prêmio conquistado durante a competição.

Sasom estava foragido há cerca de um mês. Em nota, a Polícia Civil informou que cumpriu mandado de prisão preventiva na Delegacia de Polícia Civil de Quixadá, onde o suspeito foi, posteriormente, colocado à disposição do Poder Judiciário. 

Durante a audiência de custódia, o Ministério Público do Ceará manifestou-se pela homologação do cumprimento do mandado de prisão.

O órgão também pediu que o custodiado fosse encaminhado ao setor médico da unidade prisional para receber atendimento em razão de estado de saúde, além da remessa dos autos ao Juízo da 1ª Vara da Comarca de Quixeramobim, responsável pelo processo.

Na decisão, a Justiça homologou o cumprimento do mandado de prisão, por não identificar qualquer ilegalidade na medida. "Diante disso, homologo o ato da prisão e cumprimento do mandado, haja vista a ausência de ilegalidades", registrou o despacho.

O que diz a defesa de Sasom

Mercia Vitor, filha e uma das advogadas de defesa de Sasom, disse ao Diário do Nordeste que o pai se entregou na delegacia plantonista de Quixadá na madrugada desta quarta-feira (8). Narrou ainda que ele estava há um mês foragido por conta da clavícula quebrada.

“No dia 07 de junho, durante a situação que ocorreu, ele teve clavícula quebrada, pois passaram por cima dele com um cavalo, durante esse tempo, não buscávamos impunidade, mas sim que ele se tratasse, pois sabíamos que dentro do presídio seria mais difícil”, disse Mercia.

A advogada afirmou ainda que “para se defender, [Sasom] acertou um único golpe com o canivete na perna da vítima, ele não tinha a intenção de matar, apenas de se defender.”

Mercia informou que o problema da clavícula ainda não foi resolvido, e o juiz da custódia já expediu ofício para atendimento médico. Segundo ela, o pai deverá passar por cirurgia. 

Quanto aos fatos, ela disse que o acusado nunca exigiu divisão de prêmio. “Ele sequer participava da disputa, então de forma alguma ele seria beneficiado ou prejudicado pela divisão do prêmio”, afirmou a filha.

“Meu pai tem 56 anos, é réu primário e sem qualquer antecedentes. É um homem extremamente trabalhador, não vivia da vaquejada. Meu pai é pecuarista, cria gado de corte e é caminhoneiro [...] Tem renda fixa, seu próprio dinheiro e jamais mataria alguém por mil reais”, disse ainda a filha e advogada.

Relembre o caso

O crime aconteceu na noite de 7 de junho, em um parque de vaquejada no município de Quixeramobim, no Sertão Central do Ceará.

De acordo com as investigações, Dadá Guedes comemorava uma vitória na competição ao lado de amigos quando informou que dividiria o prêmio com outro competidor.

Ainda conforme a apuração policial, "Sasom Boiadeiro", que participava da confraternização, teria se irritado com a decisão e iniciado uma discussão, defendendo que o valor fosse repartido entre outras pessoas presentes.

A vítima recusou a proposta e deixou o local para buscar o troféu da competição. No trajeto, quando ainda estava montada no cavalo, teria sido surpreendida pelo suspeito, que a atingiu com golpes de faca na região da virilha e do ombro.

Dadá Guedes chegou a ser socorrido e encaminhado a um hospital, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu pouco depois.

A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou Darlei Teixeira Vitor pelo homicídio. Com a apresentação espontânea do investigado, o caso segue agora para análise da Justiça e do Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento da denúncia.

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