Darlei Teixeira Vitor, 55 anos, o "Sasom Boiadeiro", indiciado pelo assassinato do vaqueiro "Dadá Guedes", 30, em Quixeramobim, está foragido há quase 20 dias. O Diário do Nordeste apurou que o suspeito trabalha com transporte de bois e pode estar escondido em estados como Maranhão e Pará, onde possui contatos devido à frequente presença em vaquejadas nos locais.
Por trabalhar em estrada, "Sasom" também conhece lugares isolados e fazendas de difícil acesso onde pode buscar abrigo, o que leva a investigação a precisar da colaboração de outros estados para localizar o suposto homicida.
O que se sabe sobre o suspeito, também, de acordo com uma fonte ouvida pela reportagem e que terá sua identidade preservada, é que ele é conhecido no meio da vaquejada como alguém que "não aceita desaforo" e que quer "mandar em tudo". O motivo do assassinato de "Dadá", inclusive, teria sido discordar da decisão da vítima de dividir o próprio prêmio em dinheiro com outro competidor da vaquejada — ainda que o suspeito não tivesse participado da competição.
Relembre o caso
"Sasom" foi indiciado pela Polícia Civil nessa quarta-feira (24). Se for denunciado, ele deverá responder à Justiça pelo homicídio qualificado do vaqueiro "Dadá", cometido na noite de 7 de junho, em um parque de vaquejada em Quixeramobim.
Na noite do crime, a vítima comemorava uma vitória com amigos quando compartilhou que dividiria o prêmio com outro competidor. "Sasom", que estava com o grupo, teria se irritado com a decisão do vaqueiro e iniciado uma discussão com ele, exigindo que os ganhos fossem repartidos entre outros presentes na celebração.
"Dadá" negou a proposta e deixou o local para buscar o troféu da competição. No percurso, quando ainda estava montado no cavalo, teria sido surpreendido pelo suspeito e atingido por golpes de faca na virilha e no ombro. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para um hospital, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu pouco depois.
Já "Sasom" teria subido em uma motocicleta e fugido do local.