Universitários reclamam de precariedade no transporte em Quixadá

Nesta terça-feira (9) aconteceu uma superlotação no transporte, quando um dos micro-ônibus cedidos pela prefeitura apresentou problemas

Legenda: Cerca de 3.000 mil alunos usam o transporte cedido pela prefeitura.
Foto: Foto: VC Repórter

Estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e da Universidade Federal do Ceará (UFC) de Quixadá denunciam precariedade no transporte utilizado por eles. Nesta terça-feira (9), um dos micro-ônibus que realizam o transporte dos alunos do centro da cidade até as instituições, localizados próximos ao açude Cedro, quebrou. 

A Prefeitura de Quixadá, por meio de sua assessoria, relatou que ontem (9), quando o vídeo foi gravado, “um dos micro-ônibus que faz o transporte quebrou e ficou só um na rota, por isso a superlotação. Hoje (10) foi colocado um ônibus complementar alugado para tentar diminuir o transtorno”, afirma. A equipe do Sistema Verdes Mares esteve hoje no local e presenciou o micro-ônibus saindo de portas abertas devido ao número de estudantes dentro do veículo.

Segundo relatos de um estudante que não quis se identificar, “na maioria das vezes entram muitos alunos nesse mesmo ônibus cuja a capacidade é de aproximadamente de 30 pessoas sentadas e umas 20 em pé”, relata. “Além da superlotação não é feito a manutenção do ônibus, a porta não funciona e vai totalmente destravada, com vários alunos se segurando nela por falta de espaço”, complementa. 

 

Desde o início do ano letivo há carência de ônibus. Os fornecidos pela prefeitura não são suficiente para atenderem os estudantes nos três turnos. Além da espera, chegando a formar uma imensa fila, quem não quer chegar atrasado enfrenta superlotação. “Quem tem a coragem de reclamar não quer se identificar. Tem receio de represálias”, relata um outro aluno.

Transporte gratuito 

Distante sete quilômetros do centro da cidade, cerca de 3.000 mil alunos usam o transporte cedido pela prefeitura. Em 2007, a Prefeitura de Quixadá fez um acordo com as duas instituições de ensino, assumindo o compromisso de transportar gratuitamente com ônibus escolar os alunos matriculados até a implantação de linhas regulares de transporte coletivo. 

“Mesmo com o acordo defasado, que não se criou medidas para amenizar os problemas, a prefeitura vem mantendo mais de um micro-ônibus, ele vai e volta várias vezes, só que em horário de pico ele superlota”, ressaltou a assessoria da prefeitura.

A implantação para um serviço de transporte público começou a ser negociada em 2017, mas as empresas de transporte não teriam interesse na rota. Um estudo está sendo feito para resolver o problema.