Erosão ameaça parede do Açude General Sampaio

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
29 de Março de 2003 - 22:25
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Legenda: Reservatório está localizado próximo ao Centro Comercial de General Sampaio e sofre a ação da erosão. Preocupados, moradores observam a cratera na parede do açude
Foto: Manoel Lima

A erosão e depredação sofrida com o tempo pela parede do Açude General Sampaio, localizado a 1.500 metros do Centro comercial do Município que leva o mesmo, na região Vale do Curu, tem preocupado os moradores da cidade. O açude que sangrou pela última vez em 1986, vem sobrevivendo a “deus-dará” a ação do tempo e a falta de manutenção por parte dos técnicos do DNOSC - órgão responsável pelo gerenciamento do reservatório.

Com as fortes chuvas registradas na região, o medo de um possível rompimento da parede aumenta entre os moradores de General Sampaio. Diante das incertezas, os populares estão se mobilizando para exigir dos órgãos competentes a imediata recuperação para que o açude volte a ter a mesma função que já representou na região e não ponha em risco a população, ameaçada com uma possível enchente.

Edneudo Barbosa, há 29 anos na área, disse que muitas foram as pessoas criadas com o peixe do açude. Professor da rede municipal de ensino, Edneudo explica que, com o açude destruído, toda a região do Vale do Curu sofrerá as conseqüências. Edneudo e outros moradores de General Sampaio estiveram na parede do açude verificando in loco os problemas provocados pela erosão.

Construída em 1932, a parede do açude apresenta-se visivelmente com enorme buracos. São verdadeiras crateras que desafiam as autoridades ao longo dos últimos anos. O problema é antigo e as providências correm no tempo e no espaço - despercebidas das autoridades. Diante da situação, a população clama por uma solução. Com as fortes chuvas registradas nas cabeceiras do açude, o medo de um possível arrombamento toma conta dos moradores da cidade.

Com dois filhos, Edneudo, que reside à rua Delfino Moreira, a 1.500 metros da parede do açude, explica que a recuperação da barragem requer uma certa urgência. “Os técnicos do DNOCS, responsável pelo reservatório, já visitaram o local, mas ignoraram. Para eles, a situação está sob controle, Mas a avaliação dos engenheiros é contestada pelos moradores que se encontram inseguros e, em estado de alerta”, lembra Edneudo. (Manoel Lima)