O resultado da experiência iniciada no Cariri é uma uva com características praticamente orgânicas
Crato. Uma experiência ousada para uma região que não tem tradição no cultivo de uvas. Há três anos iniciada no município, vem mostrando um diferencial em termos de qualidade e produtividade, fazendo com que o produtor passe de uma fase de pesquisa experimental para investir de fato numa produtividade até voltada para exportação.
O empresário Gilberto Mendonça Filho não só acreditou nas condições produtivas da região, como investiu em pesquisas. Até trouxe um técnico húngaro para verificar a área de cultivo, no Sítio Belmonte, no sopé da Serra do Araripe. Enquanto isso, era chamado de louco pelos amigos e até agrônomos do Cariri que não deram aval para o plantio, onde estão sendo cultivados os dois hectares de uvas. Investiu na visão técnica de pesquisadores de outras regiões, a exemplo de Petrolina, e tecnologia européia, e não deu outra. Hoje já está retirando frutos da segunda safra. São duas safras por ano. De dezembro a janeiro e de julho a agosto. A idéia é dar continuidade por todo o semestre.
Segundo o empresário, poderia chegar a três safras, mas a meta é manter a boa qualidade dos frutos e não estressar a planta. O investimento em cada hectare é de R$ 45 a R$ 50 mil. A técnica usada é de ponta e os consultores internacionais. A cultura vem sendo assistida por técnico de Petrolina, de onde Gilberto Mendonça tirou a inspiração para plantar no Cariri. Ele conheceu diversos plantios bem sucedidos na Bahia, mas sua maior empolgação é com o resultado na região do Cariri. A uva doce, com cachos cheios e pouca acidez é o resultado de um clima favorável e de um solo fértil em relação ao semi-árido pernambucano.
Pequenos produtores
Após dois anos e meio já foi iniciada a fase de produção. Cada hectare envolve mão-de-obra de seis funcionários da própria área, beneficiando os pequenos produtores com uma cultura diferenciada, revertida em aprendizado e emprego, além do pequeno período do ano voltado para a cultura de subsistência.
Algumas variedades foram inseridas no cultivo inicial. O primeiro deles, uma espécie de uva Itália melhorada, não comum no comércio, por ser considerada de alta qualidade. O valor de mercado é acima da média, mas o preço do quilo varia entre R$ 2,00 e R$ 2,60.
A meta é não só cultivar uvas de mesa, mas para uma futura produção de vinho. Atualmente inicia uma experiência com a uva Benitaka.
A pretensão do empresário e produtor é chegar a retirar até 30 toneladas/ha, mas essa meta só deverá ser atingida em 2009. A ordem crescente de produtividade vem com o tempo. Atualmente chega a 5 toneladas. O técnico agrícola Alberto Flávio Silva Amorim veio especialmente de Petrolina para residir no Crato e dar conta da nova experiência. Para ele, conta como uma troca importante. É um clima diferenciado, sem dúvida, e um solo com melhor capacidade produtiva. O técnico afirma que essa é uma forma de enriquecer o seu conhecimento técnico, por ter uma experiência de trabalho no solo pernambucano, com um clima mais seco.
O resultado da experiência iniciada no Cariri, segundo Flávio, é uma uva praticamente orgânica, por não ter outros cultivos por perto, como acontece nas áreas de Petrolina.
Os pequenos produtores da área chegam a colher cerca de 150 quilos de uva a cada dia. Uma oportunidade de ganho favorável. A funcionária Iraneide Nunes trabalha há dois anos no cultivo e é moradora da área. Conhecia apenas milho e feijão. A adaptação no parreiral veio junto com o aprendizado. “É uma forma diferente de cultivo, em que a gente tem de ter um cuidado especial, observando o desenvolvimento do fruto”, afirma ela.
Mais informações:
Sítio Belmonte
(88) 3571.6956
sitiobelmonte@terra.com.br
Elizângela Santos
Repórter
Crato. Uma experiência ousada para uma região que não tem tradição no cultivo de uvas. Há três anos iniciada no município, vem mostrando um diferencial em termos de qualidade e produtividade, fazendo com que o produtor passe de uma fase de pesquisa experimental para investir de fato numa produtividade até voltada para exportação.
O empresário Gilberto Mendonça Filho não só acreditou nas condições produtivas da região, como investiu em pesquisas. Até trouxe um técnico húngaro para verificar a área de cultivo, no Sítio Belmonte, no sopé da Serra do Araripe. Enquanto isso, era chamado de louco pelos amigos e até agrônomos do Cariri que não deram aval para o plantio, onde estão sendo cultivados os dois hectares de uvas. Investiu na visão técnica de pesquisadores de outras regiões, a exemplo de Petrolina, e tecnologia européia, e não deu outra. Hoje já está retirando frutos da segunda safra. São duas safras por ano. De dezembro a janeiro e de julho a agosto. A idéia é dar continuidade por todo o semestre.
Segundo o empresário, poderia chegar a três safras, mas a meta é manter a boa qualidade dos frutos e não estressar a planta. O investimento em cada hectare é de R$ 45 a R$ 50 mil. A técnica usada é de ponta e os consultores internacionais. A cultura vem sendo assistida por técnico de Petrolina, de onde Gilberto Mendonça tirou a inspiração para plantar no Cariri. Ele conheceu diversos plantios bem sucedidos na Bahia, mas sua maior empolgação é com o resultado na região do Cariri. A uva doce, com cachos cheios e pouca acidez é o resultado de um clima favorável e de um solo fértil em relação ao semi-árido pernambucano.
Pequenos produtores
Após dois anos e meio já foi iniciada a fase de produção. Cada hectare envolve mão-de-obra de seis funcionários da própria área, beneficiando os pequenos produtores com uma cultura diferenciada, revertida em aprendizado e emprego, além do pequeno período do ano voltado para a cultura de subsistência.
Algumas variedades foram inseridas no cultivo inicial. O primeiro deles, uma espécie de uva Itália melhorada, não comum no comércio, por ser considerada de alta qualidade. O valor de mercado é acima da média, mas o preço do quilo varia entre R$ 2,00 e R$ 2,60.
A meta é não só cultivar uvas de mesa, mas para uma futura produção de vinho. Atualmente inicia uma experiência com a uva Benitaka.
A pretensão do empresário e produtor é chegar a retirar até 30 toneladas/ha, mas essa meta só deverá ser atingida em 2009. A ordem crescente de produtividade vem com o tempo. Atualmente chega a 5 toneladas. O técnico agrícola Alberto Flávio Silva Amorim veio especialmente de Petrolina para residir no Crato e dar conta da nova experiência. Para ele, conta como uma troca importante. É um clima diferenciado, sem dúvida, e um solo com melhor capacidade produtiva. O técnico afirma que essa é uma forma de enriquecer o seu conhecimento técnico, por ter uma experiência de trabalho no solo pernambucano, com um clima mais seco.
O resultado da experiência iniciada no Cariri, segundo Flávio, é uma uva praticamente orgânica, por não ter outros cultivos por perto, como acontece nas áreas de Petrolina.
Os pequenos produtores da área chegam a colher cerca de 150 quilos de uva a cada dia. Uma oportunidade de ganho favorável. A funcionária Iraneide Nunes trabalha há dois anos no cultivo e é moradora da área. Conhecia apenas milho e feijão. A adaptação no parreiral veio junto com o aprendizado. “É uma forma diferente de cultivo, em que a gente tem de ter um cuidado especial, observando o desenvolvimento do fruto”, afirma ela.
Mais informações:
Sítio Belmonte
(88) 3571.6956
sitiobelmonte@terra.com.br
Elizângela Santos
Repórter