Nova edição do CNU deve ocorrer próximo ano com oferta de até 3 mil vagas, diz ministra

Outro plano apresentado pela ministra é a contenção dos supersalários e penduricalhos.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
30 de Outubro de 2026 - 12:25 (Atualizado às 12:28)
capa da noticia
Legenda: O governo federal também avalia a possibilidade de participação de estados e municípios no certame.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, declarou em entrevista ao jornal O Globo, que planeja uma nova edição do CNU (Concurso Nacional Unificado), conhecido como 'Enem dos concursos', para o segundo semestre de 2027. A ministra estima a oferta de 2 mil a 3 mil vagas no certame. 

"Com o volume que está lá, eu consigo autorizar no início do ano alguns concursos que a gente autorizou e dá para ter um valor suficiente para fazer o CNU, com 2 mil vagas, 3 mil vagas", afirmou ao Globo.

Dweck ressaltou que a efetivação do CNU depende da não redução do orçamento de gastos pelo Congresso Nacional e de haver espaço fiscal. O governo federal também avalia a possibilidade de participação de estados e municípios no certame.

"Estamos tentando ver se os estados e municípios entram no CNU. Se compartilharmos com os estados, já viabiliza facilmente fazer ano que vem. A gente está estudando isso com o Consad (Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração)", finalizou.

Contenção de supersalários 

Outro plano apresentado pela ministra é a contenção dos supersalários e penduricalhos. Um projeto definindo uma lista de quais pagamentos podem ser considerados verbas indenizatórias já está pronto. 

O projeto espera uma avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que decidirá se tratará disso exclusivamente com o Executivo ou em união com os outros dois Poderes, onde se concentra os maiores problemas de gastos acima do teto salarial. No segundo caso, o envio da proposta levaria mais tempo. 

A economista do PT ressaltou que respeitará a trajetória de ajuste fiscal prevista na lei de diretrizes orçamentárias (LDO) de 2027, que  busca uma meta de superávit primário de 1,5% do PIB no fim do novo governo, com aumento gradual do resultado.

Colunistas

Edição do Dia