A cantora Julyana de Souza Pontes, conhecida artisticamente como Mulher Banana ou como Garota X, morreu nessa sexta-feira (30), em Nova Iguaçu, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A artista ganhou notoriedade no funk carioca nos anos 2000, especialmente por sua passagem pelo grupo Furacão 2000.
A morte foi confirmada pelo irmão da cantora ao portal UOL, mas a causa não foi divulgada. Julyana teria sido encontrada sem vida em casa. Na manhã deste sábado (31), o corpo ainda estava no Instituto Médico Legal (IML), enquanto a família aguardava a realização da perícia para esclarecer as circunstâncias do óbito.
A notícia gerou manifestações de pesar de artistas e admiradores nas redes sociais. Uma das primeiras homenagens foi feita pela cantora Tati Quebra Barraco, que lamentou a perda e destacou a importância de Julyana para o movimento funk.
“Uma grande perda para o mundo do funk! Nossa querida Mulher Banana nos deixou. Descanse em paz! Meus sentimentos à família, aos amigos e a todos os fãs. Que Deus conforte o coração de todos neste momento difícil”, escreveu Tati.
A cantora MC Xuxú, que chegou a gravar músicas com Julyana, também prestou homenagem. Ela definiu a artista como “uma travesti que fez história” e ressaltou sua contribuição para ampliar a presença de pessoas trans em um gênero musical historicamente marcado pela pouca representatividade.
“Abriu caminhos e ocupou espaços, mesmo em uma sociedade que ainda insiste em nos marginalizar. Sua irreverência, sua ousadia e sua existência fazem parte da história do funk e da resistência travesti brasileira. Que seu nome seja lembrado, respeitado e celebrado”, publicou.
Quem foi Mulher Banana?
Como integrante do Furacão 2000, Julyana ajudou a difundir o funk carioca no Brasil. Inicialmente conhecida como Garota X, ela alcançou maior reconhecimento com a música “Mulher Banana”, que se tornou sua marca artística e deu origem ao nome pelo qual ficou conhecida pelo público.
Além da atuação na música, Julyana também teve sua trajetória associada a manifestações culturais e homenagens no Carnaval. Sua história foi lembrada em referências à comunidade LGBTQIA+ em desfiles de escolas de samba, entre elas a Paraíso do Tuiuti.
Fora dos palcos, a cantora era aliada da causa animal. Ela acolhia e cuidava de diversos gatos, mantendo um espaço que chamava de santuário para os animais.
Até a manhã deste sábado, não haviam sido divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento da artista.