Quem é Verônica Costa, 'Mãe Loira do Funk' condenada por torturar marido

Empresária ganhou fama pela trajetória à frente da Furacão 2000.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
24 de Setembro de 2026 - 18:31
capa da noticia
Legenda: Mulher nega acusações do antigo companheiro.
Foto: Reprodução/Instagram.

A empresária e ex-vereadora carioca Verônica Costa (PL), mais conhecida como "Mãe Loira do Funk", é procurada pela Justiça do Rio de Janeiro após ter a prisão decretada nessa quarta-feira (23). Ela foi condenada a 10 anos e 8 meses por torturar o ex-marido, Márcio Costa, quando ainda estavam juntos, em 2011.

Segundo o portal g1, a Polícia Civil fluminense tentou cumprir o mandado, mas ela não foi encontrada em casa. Com isso, a antiga parlamentar municipal passou a ser considerada foragida. 

Apesar de ter ocupado por duas décadas uma das cadeiras da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, ela já era famosa entre quem acompanha o funk carioca antes de entrar na política. "Mãe Loira do Funk" ganhou notoriedade à frente de bailes e de programas ligados à Furacão 2000 na década de 1990. As informações são do jornal O Globo. 

Natural do Rio de Janeiro, ainda adolescente Verônica Costa iniciou a trajetória no gênero musical ao lado do então marido, o empresário Rômulo Costa, com quem teve dois filhos, Jonathan e Jennifer. 

Com o fim da união, em 2001, ela deixou a Furacão e criou o próprio empreendimento: a equipe Glamourosa. Também foi nesse período em que assumiu como vereadora da cidade do Rio de Janeiro pela primeira vez.

Ao longo dos cinco mandatos que cumpriu na Câmara carioca, Verônica passou por diversas legendas além do PL, como PMDB/MDB, PR, DEM e Republicanos. 

As origens da parlamentar no funk marcaram a atuação política dela. Além do gênero musical, a antiga vereadora também apresentou projetos relacionados à juventude e aos direitos das mulheres. 

Condenação por torturar ex-marido

Então esposo de Veronia, Márcio Costa procurou a Polícia Civil em fevereiro de 2011 para denunciar que foi agredido pela companheira. 

Segundo o homem, ela o teria mantido amarrado por horas, período em que ele teria sido sido agredido e atingido por uma substância química que provocou lesões no corpo. Além da "Mãe Loira do Funk", outros quatro familiares dela também foram réus no processo. 

Na primeira condenação, Verônica recebeu 5 anos e 10 meses de prisão. Então, o Ministério Público recorreu da decisão e, em 2023, a ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio elevou o tempo de sentença para 10 anos e 8 meses, com cumprimento inicial em regime fechado. Na época, os demais réus também tiveram as penas fixadas ou ampliadas. 

Em 2011, a "Mãe Loira do Funk" argumentou que o então marido usava drogas e que a ameaçava. Na ocasião, ela negou ter agredido Márcio e afirmou que não sabia porque ele apareceu machucado. “Ele chegou na minha casa muito nervoso, gritando, muito machucado, querendo me agredir como sempre”, declarou na época, conforme o portal g1. 

Após a decisão de 2023, a defesa dela disse que a condenação se baseava na versão do ex-marido sem suporte probatório suficiente, e anunciou que recorreria. 

Com o trânsito em julgado do processo, a possibilidade de recurso dela se encerraram, e, assim, a juíza Daniele Lima Pires Barbosa, da 16ª Vara Criminal determinou o início do cumprimento da pena. Porém, até a manhã desta quinta-feira (24) Verônica permanecia foragida.