Morre médico Júlio César Barreto, especialista em transplantes; família autoriza doação de órgãos

Esposa do médico diz que doação de órgãos fez parte da missão de vida do médico.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
01 de Novembro de 2026 - 21:30
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Legenda: Júlio César Barreto, 57, fez mais de 400 transplantes durante trajetória profissional.
Foto: Arquivo pessoal.

O médico Júlio César Barreto, de 57 anos, morreu neste sábado (31), em Goiânia, após um mal súbito.

O nefrologista era referência em transplante renal e atuava no Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG), da rede pública de Goiás. A família de Júlio autorizou a doação de rins, fígado e córneas do médico. 

De acordo com a esposa de Júlio César, a professora e enfermeira Regiane Santos Soares Barreto, a decisão de doar órgãos está alinhada ao trabalho e “missão de vida” do casal. 

Em entrevista ao jornal Opção, Regiane afirmou que o nefrologista já tinha realizado mais de 400 transplantes durante a trajetória profissional.

Ela também desenvolve atividades de ensino e pesquisa sobre transplante de órgãos na Universidade Federal de Goiás (UFG).

Doação

Por coincidência, o rim de Júlio César foi recebido por um paciente que estava na fila de transplante do hospital em que ele trabalhava.

O fígado também já foi transplantado. As córneas e o outro rim foram disponibilizados para pacientes na lista de espera pelo procedimento. 

Para ela, a divulgação do caso pode conscientizar sobre a importância de autorizar a doação de órgãos. 

“Ele salvou muitas vidas e vai permanecer vivo em algumas pessoas que precisavam muito dele. Ele cumpriu a missão dele, apesar de jovem, apesar de tudo”, disse a professora ao jornal goiano. 

Regiane e Júlio foram casados por 33 anos e tiveram dois filhos juntos. Segundo ela, saber que os órgãos doados podem salvar mais vidas trouxe serenidade em meio ao luto pelo marido.