Estupro coletivo é investigado em BH; suspeitos são menores e pais teriam coagido mãe de vítima
Adolescente de 17 anos teria sofrido o crime na noite do dia 12 de junho.
Investigação realizada pela Polícia Civil de Belo Horizonte (MG) apura um caso de estupro coletivo realizado na noite do último dia 12 de junho, em Contagem, Região Metropolitana do município. A vítima, segundo o Boletim de Ocorrência, é uma adolescente de 17 anos.
Conforme o relato da adolescente, ela estava sozinha em casa após a saída dos pais quando recebeu um grupo de pessoas. Havia outros oito adolescentes no lugar: duas amigas, o namorado de uma delas, um amigo do casal e outros quatro amigos da própria vítima.
Todos, segundo o g1, ingeriam bebida alcoólica, e a jovem suspeita que alguém tenha colocado alguma substância no líquido que ela estava tomando. Ela conta ter perdido a consciência e acordado nua, sem recordar dos acontecimentos.
Veja também
Também disse não manter relacionamento amoroso com os envolvidos, e que conheceu parte deles por meio de um amigo de infância, que também estava na casa, mas não estaria no quarto no momento dos fatos.
Como tudo aconteceu, segundo a adolescente
No depoimento, a vítima detalha que, ao recobrar a consciência, encontrou dois adolescentes mantendo relação sexual sem consentimento. Destacou ainda que um terceiro jovem observava a situação naquele momento.
Um quarto adolescente, que não estava no quarto quando ela acordou, teria admitido posteriormente, por meio de mensagens, que também teria abusado dela no início, mas que disse ter se arrependido e deixado o local.
A adolescente vítima foi encaminhada ao Hospital de Contagem, onde recebeu atendimento médico após registro do Boletim de Ocorrência.
Pais de suspeitos negociam acordo
Uma das mais recentes atualizações do caso diz respeito ao acordo que os pais dos suspeitos tentaram com a mãe da vítima.
Enquanto a mulher acompanhava a filha, realizando exames e recebendo medicação no hospital, pais de dois envolvidos nos abusos foram até o local na tentativa de negociação.
"Eles ficaram na porta, dois dos pais dos adolescentes abusadores, nos coagindo, querendo conversar para resolver o problema, como se uma conversa, um pedido de desculpa fosse resolver. As médicas ficaram revoltadas, acionaram o 180 e registraram boletim de ocorrência", relatou a mãe, também de acordo com o g1.
Na última quinta-feira (18), os suspeitos começaram a ser ouvidos pela Polícia Civil. Em nota, o órgão informou que a investigação segue sob sigilo na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Contagem.
Por serem menores de idade, os adolescentes não respondem criminalmente da mesma forma que adultos. Caso o envolvimento seja comprovado, eles poderão responder por ato infracional análogo ao crime de estupro, com aplicação de medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).