Trump quer Gianni Infantino, da Fifa, à frente da ONU, diz jornal

Informação é do The New York Post.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
23 de Julho de 2026 - 14:15 (Atualizado às 14:31)
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Legenda: Gianni Infantino e Donald Trump se aproximaram durante a realização da Copa do Mundo, que teve os EUA como um dos países-sede.
Foto: Franck Fife / AFP.

O presidente Trump seria entusiasta de uma eventual candidatura do suíço Gianni Infantino, atual presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), para o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A informação é do jornal The New York Post.

Os dois se aproximaram durante a realização da Copa do Mundo de 2026, na qual os Estados Unidos foram um dos países-sede.

Uma fonte próxima ao presidente dos EUA afirmou que ele considera o dirigente da entidade esportiva “respeitado por todos” mundialmente e capaz de “unir” pessoas

Não há informações se Trump chegou a sugerir ou conversar com Infantino sobre a candidatura. Apesar disso, o representante especial dos EUA para Parcerias Globais afirmou ao jornal que Infantino faria “grande trabalho” na organização

Aproximação de Trump com a Fifa incluiu “Prêmio da Paz” e revisão de expulsão

Historicamente, o líder estadunidense tem relação de desgastes com a ONU. Enquanto isso, durante a Copa, a relação entre a Fifa e o presidente dos EUA foi amigável, incluindo até a entrega de um inédito “Prêmio da Paz” concedido pela federação esportiva ao líder do país. 

Além disso, Trump também confirmou que pediu diretamente a Infantino a revisão de um cartão vermelho aplicado a um jogador da seleção dos EUA. A punição foi retirada a tempo de liberar Balogun para as oitavas de final da competição, em jogo contra a Bélgica. 

Os EUA perderam a partida por 4 a 1 e foram eliminados do torneio. Apesar disso, a relação entre Trump e Infantino seguiu positiva e os dois acompanharam juntos a final entre Argetina e Espanha.

Eleição da ONU ocorre ainda em 2026

O atual secretário-geral da ONU, António Gutierrez, segue no cargo até o final deste ano. A eleição para o nome substituto deve ocorre, então, nos próximos meses. 

A expectativa é que a próxima pessoa a ocupar o comando da organização seja da América Latina ou do Caribe. No entanto, Trump teria visto uma “oportunidade” de emplacar um nome próximo em meio a candidatos “fracos”, segundo o jornal.

Alguns dos principais cotados para o cargo são a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet e o argentino Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A eleição para a Secretaria-Geral da ONU passa pelo apoio dos 15 membros do Conselho de Segurança da organização. Cinco países podem vetar o nome escolhido, incluindo os EUA.