A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal da manhã desta terça (15) deve reunir a totalidade de ministros da Corte.
No entanto, ainda há uma série de dúvidas sobre quais devem votar de fato na ocasião, que pode resultar na abertura de julgamento de condutas de Alexandre Moraes.
Segundo relatório da Polícia Federal demandado pelo ministro André Mendonça, Moraes teria trocado mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro antes da prisão deste. O ministro negou conversas e chamou investigação de "farsa".
Expectativa de conduta dos ministros
O presidente da Corte Edson Fachin será o primeiro a votar e a expectativa é que ele seja favorável à investigação.
Por conta das implicações tanto de Moraes quanto Mendonça no caso, há dúvidas sobre a presença de ambos e se eles irão votar ou se abster.
A ala de ministros pró-Moraes — que inclui Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Flávio Dino — pode pedir o impedimento de Mendonça para votar.
Por outro lado, os magistrados pró-Mendonça — Kassio Nunes Marques e Luiz Fux — defendem que Moraes não esteja presente.
Dias Toffoli pode pedir para não participar. O ministro era relator da investigação do Caso Master, mas deixou a relatoria em fevereiro após revelações sobre relação dele com empresa da família de Vorcaro.
Nos casos de Nunes Marques e Fux, familiares de ambos são mencionados indiretamente nas investigações, mas a tendência é a de que o Plenário deve avaliar e autorizar a presença deles na sessão.
Assim, a depender das presenças ou ausências na Corte, o fiel da balança pode ser a ministra Cármen Lúcia.
Ordem de votação, segundo o rito estabelecido
- Edson Fachin, presidente da Corte
- Flávio Dino (pró-Moraes)
- Cristiano Zanin (pró-Moraes)
- André Mendonça
- Kassio Nunes Marques (pró-Mendonça)
- Alexandre de Moraes
- Luiz Fux (pró-Mendonça)
- Dias Toffoli (deve se declarar suspeito)
- Cármen Lúcia (neutra)
- Gilmar Mendes (pró-Moraes)