Ciro quer promover acesso à terra para indígenas e diz não se constranger com Flávio Bolsonaro no CE

Político participou de caminhada no bairro Pirambu, em Fortaleza, nesta quarta-feira (16).

Escrito por Bruno Leite bruno.leite@svm.com.br
16 de Setembro de 2026 - 13:00
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Legenda: Ciro Gomes durante caminhada no bairro Pirambu, em Fortaleza, nesta quarta-feira (16).
Foto: Fabiane de Paula.

O candidato do PSDB ao Governo do Ceará, Ciro Gomes, declarou à imprensa nesta quarta-feira (16), durante caminhada no bairro Pirambu, em Fortaleza, que pretende promover o acesso à terra para os povos originários no Estado. Entre outros temas, o postulante também falou sobre a ausência em eventos do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, embora a sigla integre sua coligação. 

O Estado do Ceará tem que concluir todo o mapeamento das comunidades tradicionais. E a grande luta deles é por um assentamento. Ou seja, é uma questão que se confunde: a questão étnica com a questão do acesso à terra. Eu já fiz no passado e pretendo fazer de novo, pacificar essa questão e garantir a terra para quem nela trabalha, especialmente aqueles povos tradicionais. 
Ciro Gomes (PSDB)
Candidato ao Governo do Ceará

Indagado sobre sua posição quanto à manutenção da Secretaria dos Povos Indígenas (Sepin) do Ceará no organograma de um eventual governo seu, diante de críticas que faz a pastas com orçamentos reduzidos, o político disse que o Estado "não suporta ter 40 estruturas politiqueiras com carrão preto, com cartão corporativo, com diária, com viagem para o estrangeiro" em detrimento da dificuldade da população em acessar serviços de saúde, por exemplo.

Sem definir se a Sepin poderá ser extinta caso seja eleito, o candidato falou que pretende cortar R$ 1 bilhão dos custeios da administração estadual. "Nesse momento eu não seria capaz de dizer quais são as secretarias, porque secretaria não é outdoor para fazer propaganda de valores que a gente tem. Secretaria é uma estrutura executiva, operacional, de uma política", completou.

Ausência no palanque de Flávio Bolsonaro

Ele ainda comentou sobre a sua ausência em eventos de Flávio Bolsonaro no Estado, como o comício realizado nesta terça-feira (15), no Conjunto Ceará, em Fortaleza. O partido do presidenciável compõe a aliança de oposição que apoia a candidatura do cearense ao Palácio da Abolição.

Questionado sobre um possível constrangimento com a presença do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Ceará, Ciro Gomes negou tal possibilidade.

"Nós estamos numa democracia, esse Estado aqui é libertário, gosta de receber todo mundo, as pessoas têm que respeitar, nós somos o oitavo estado em população. E todos os candidatos são muito bem-vindos aqui", destacou. 

Ciro Gomes concedeu entrevista durante agenda em Fortaleza.
Legenda: Ciro Gomes concedeu entrevista durante agenda em Fortaleza.
Foto: Fabiane de Paula.

Ele comparou a contradição entre a presença do PL na sua coligação com a aliança local entre o PSD e o PT em contraste com a candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) ao Palácio do Planalto.

"E o PSD indicou o vice do Elmano. Olha que coisa mais interessante. O PSD do Caiado, que é um anti-Lula fanático, doente desde 1989. Em 1989 o Caiado já era candidato a presidente contra o Lula. E é já anunciadamente contra o Lula em qualquer circunstância", pontuou.

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