Ciro Gomes (PSDB), candidato ao Governo do Ceará, afirmou nesta terça-feira (15), durante sabatina do CETV 1ª Edição, na TV Verdes Mares, que condicionou sua aliança com a frente de oposição composta por siglas como o União Brasil e o Partido Liberal a uma independência sua em poder decidir quem irá compor um eventual governo dele. "Só aceitei participar disso, se eu chego lá independente", declarou o tucano.
"Claro que quem me ajuda na luta será ouvido, será escutado, porque na democracia é absolutamente natural, mas um dos objetivos meu é despolitizar a esculhambação geral", frisou. O político foi o segundo entrevistado do formato. A sequência dos participantes foi definida previamente por sorteio.
De acordo com ele, "vai ter um choque de gestão e de mérito na gestão do Ceará", caso seja conduzido ao cargo. "Quer dizer o quê? Que eu não vou escutar meus aliados? Claro que eu vou. Agora a premissa é me dê gente séria, gente tecnicamente qualificada e eu vou considerar a possibilidade de trazer para participar", explicou.
Ao que afirmou o político durante a entrevista, ele foi convocado para "reunir todas as frações de oposição que existem no Ceará ao redor da agenda do Ceará" a fim de solucionar problemáticas que são, em sua compreensão, "graves". "Essa é a chave para entender isso", continuou.
Indagado acerca de concordâncias e discordâncias com membros do Partido Liberal, especificamente, legenda que já foi alvo de críticas suas no passado e que tem em seu quadro de filiados o candidato à presidente da República Flávio Bolsonaro, ele se deteve a afirmar que tal aliança partiu da necessidade de "juntar as forças todas".
Eu fui chamado por esse movimento porque o Roberto Cláudio foi candidato a governador contra esse estado de coisas, o Wagner foi candidato a governador contra esse estado de coisas, o André Fernandes foi candidato a prefeito contra esse estado de coisas e era cada um pra um lado. Cabe a mim e ao Tasso Jereissati fazer um esforço de por cima das nossas diferenças reunir todo mundo.
Ele reforçou sua justificativa apontando a presença de outras figuras políticas simpáticas à figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como seu irmão e ex-prefeito de Sobral, Ivo Gomes (PSB), e o deputado federal Mauro Filho (União). "Isso é uma coisa que a liberdade do voto permite que as pessoas façam", falou.
Ciro ainda frisou que o esforço do seu grupo aliado nesta campanha reside na ideia de que o eleitorado vai compreender a intenção deles. E, por fim, destacou que sua dedicação ao cenário local ocorre após sair "humilhado" do último pleito que concorreu para o Palácio do Planalto e que agora não quer mais participar do debate nacional.
Nesta quarta-feira (16), o CETV 1ª Edição exibe entrevistas gravadas com os candidatos Delegado Huggo (Missão) e Serley Leal (UP).