O primeiro convite do senador Cid Gomes (PSB) para um cafezinho no Senado Federal em 2027 deve ser para deputada federal Luizianne Lins, eleita senadora do Ceará. O motivo, segundo ele, é apenas geográfico: os dois querem ser vizinhos na casa legislativa.
"Eu estou tentando ajudá-la, para ela ter um gabinete vizinho meu lá no Senado", conta Cid Gomes, em entrevista ao PontoPoder nesta quarta-feira (7). Ele foi reeleito para o cargo neste domingo (4), sendo o primeiro cearense a conseguir renovar o mandato no Senado.
"O meu gabinete é pequeno, não é grande, não, mas é pertinho do plenário, e eu prefiro estar mais perto do plenário. Eu tinha um gabinete muito maior naquele prédio, mas eu troquei e preferi ficar perto do plenário. (...) A Luizianne gostou do local e vai ficar perto".
Questionado se o convite para o café deve ser feito primeiro a Camilo Santana ou a Luizianne, Cid escolheu a aliada, mas fez questão de explicar que a proximidade dos gabinetes é o único motivo para Luizianne ser a primeira colega da bancada cearense no Senado Federal a tomar um café com ele.
O senador Camilo Santana (PT), que é o terceiro representante do Ceará na Casa Alta, tem o gabinete em um local um pouco mais distante. "(O convite) não é por nada que não seja isso", diz Cid.
Senado mais à direita
Quando assumir o novo mandato como senador, Cid Gomes deve encontrar uma bancada fortalecida do PL, partido que elegeu 19 senadores e terá uma bancada de 28 parlamentares a partir de fevereiro do ano que vem.
"O PL terá 28 (senadores). Isso não significa a maioria. Maioria absoluta seria 41. Para eles mandarem sozinho, teria que ter 41. Está muito longe disso", pondera.
Para ele, independentemente de quem vença a disputa presidencial, que terá o 2º turno entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), será preciso dialogar com os parlamentares, principalmente os de centro.
"E você vê claramente a diferença, porque o (Jair) Bolsonaro já foi presidente. Ele entregou o governo, a alma do governo para o Centrão", afirma. Ele relembra que houve figuras importantes do Centrão no Governo Bolsonaro, como Ciro Nogueira, que comandou a Casa Civil na gestão do ex-presidente.
"O Flávio está fazendo a mesma coisa, para entregar a alma do governo para essa turma governar. O Lula precisa dessa turma para governar, todos precisarão, mas a diferença é o tipo de concessão que você faz", argumenta.