Trabalhadores das empresas de transporte rodoviário intermunicipal e interestadual do Ceará e representantes das empresas participam de audiência de conciliação no Ministério Público do Trabalho, na tarde desta sexta-feira (26). A categoria está de greve desde a última quarta-feira (24), após rejeitar a proposta de reajuste salarial.
Uma paralisação com adesão total dos trabalhadores chegou a ser realizada na manhã da quarta-feira (24), com concentração na sede da empresa Guanabara.
Após a deflagração da greve, no entanto, o Tribunal Regional do Trabalho concedeu uma liminar regulamentando o movimento. Entre os pontos determinados, está o mínimo de 80% da operação nas viagens.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros Intermunicipal e Interestadual do Estado do Ceará (Sinteti), Jederson Vidal, afirma que a categoria segue o que foi determinado, mas que solicitou a assessoria juridica do sindicato a revisão de alguns pontos da decisão.
"É importante esclarecer que a greve não foi considerada ilegal e nem abusiva. Por se tratar de uma atividade essencial, apenas foram estabelecidas regras para a sua realização. O Sinteti respeita a decisão judicial e continuará cumprindo a liminar sem abrir mão da defesa dos direitos da nossa categoria", disse em posicionamento nas redes sociais nesta quinta-feira (25).
Reajuste salarial
Conforme o Sinteti, a principal pauta é o reajuste salarial da classe. Uma proposta inicial de 0,19%, posteriormente elevada para 0,89%, foi rejeitada na Assembleia Geral Extraordinária ocorrida no último dia 16, na qual foi aprovada a paralisação das atividades.
Embora o encerramento da mesa formal de negociações tenha encerrado na assembleia geral, o Sinteti afirma que permanece dialogando com representantes do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Intermunicipal e Interestadual do Ceará (Sinterônibus).
"O objetivo do Sinteti nunca foi prolongar o conflito, mas alcançar uma solução justa por meio do diálogo, da mediação e da negociação coletiva, sem abrir mão da defesa dos direitos da categoria", disse o sindicato, em nota.