Valorização do cliente garante show no varejo

O consumidor brasileiro exerce hoje a plenitude do seu protagonismo, de olho nos seus direitos e cada vez mais exigente com a qualidade das experiências de compras

Escrito por Ângela Cavalcante - Repórter producaodiario@svm.com.br
25 de Outubro de 2015 - 01:00

No centro das atenções do varejo, o consumidor vem reafirmando o seu papel de protagonista nas relações de consumo, atraindo holofotes e roubando a cena em meio ao cenário econômico conturbado que atinge o País. Nesse contexto, enfrentar vilões como a inflação, o medo do desemprego e a consequente redução do consumo, além da alta do dólar ante a moeda brasileira, é condição básica de sobrevivência para as empresas.

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Longe da ficção, alterar esse roteiro no mundo real para atingir desfechos bem-sucedidos para varejistas e consumidores é o grande desafio da trama. E a utilização de ferramentas e serviços que diferenciem a loja aos olhos do cliente, personagem principal dessa história, pode ser decisivo para assegurar a mudança do enredo.

Para Cid Alves, presidente do Sindilojas, embora comerciantes e consumidores não desejem passar por crise, ela deve ser vista como oportunidade para o varejo. "A crise funciona como um grande laboratório. Se aproveitarmos para rever conceitos, aperfeiçoar métodos, dinâmicas e investir em áreas nas quais somos mais frágeis, vamos conseguir avançar", destaca.

Solução

A solução, segundo ele, está na melhoria da qualidade dos serviços oferecidos pelo varejo e na utilização de ferramentas, como a internet, para ampliar as vendas e otimizar os negócios.

"É preciso oferecer o que o cliente quer. Se a loja está faturando menos na crise, sobra mais tempo para estudar os seus negócios e os valores internos, do lado de dentro do balcão", observa. A trilha sonora segue a mesma linha do script defendido pelo economista Alex Araújo, para quem "o serviço deve ser oferecido como suporte à venda". Outro fator para atrair o cliente é a variedade de produtos. "É preciso oferecer opções para diferentes públicos, se adequando à capacidade de pagamento de cada consumidor", alerta o economista.

Fidelização

Segundo Alex Araújo, independentemente do segmento e do porte da loja, está cada vez mais difícil fidelizar o consumidor em função da elevada oferta do mercado, já que, além dos fornecedores locais, o público dispõe de outros canais de venda, como a internet e as grandes redes varejistas. "Firmar compromisso com a marca é coisa rara. Cada vez mais, o consumidor é pouco fiel a marcas. Mas a qualidade do serviço, apresentado de forma acessória, é diferencial frente ao desafio da venda incerta", garante o economista.

Essas e outras premissas sinalizadas nesta reportagem por especialistas e empreendedores do setor apontam para um cenário mais promissor para varejistas e consumidores brasileiros, um desfecho sem vilões nem mocinhos, em que todos os personagens vencem para o bem da economia brasileira. Caros leitores, desliguem seus celulares e fiquem atentos às próximas páginas. Luz, câmera, ação!