O atacante argentino José ‘Tuco’ Herrera, ex-Fortaleza e hoje no Red Bull Bragantino, foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) pelos crimes de lesão corporal grave e injúria racial. A denúncia ocorreu após investigação de uma briga entre o atleta, outros nomes que atuavam no Pici e vizinhos em um condomínio de luxo no município do Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza.
O episódio ocorreu após uma festa de virada de ano, em janeiro de 2026. O MP também pediu à Justiça para o pagamento de uma indenização de, no mínimo, R$ 5 mil por danos materiais, morais e psicológicos sofridos pela vítima. Já por conta da gravidade das lesões, o valor seria de R$ 45 mil.
Após os fatos apurados, o órgão concluiu que, em determinado momento da briga, Herrera conseguiu imobilizar um dos vizinhos e "passou a desferir-lhe sucessivos golpes, extrapolando manifestamente os limites de uma eventual reação defensiva". Ainda conforme o dossiê, o atacante mordeu o nariz da vítima e o causou lesões de natureza gravíssima, consistentes em deformidades.
O atleta de 23 anos também foi denunciado por "injúria racial" por xingar os vizinhos que participaram da briga como "brasileiro de m*" e "brasileiros filhos da p*". No mesmo mês do conflito, no dia 30, o clube cearense anunciou a venda de Tuco ao Bragantino, mantendo 15% dos direitos econômicos.
Motivo da confusão
Um dos moradores envolvidos na briga afirmou que a agressão ocorreu após uma reclamação de som alto na residência do lateral-direito argentino Eros Mancuso, que também jogava no Fortaleza na época. No local estavam Tuco Herrera e também o meia Pochettino, todos companheiros de clube.
Depois da abordagem dos vizinhos, com um conflito verbal, imagens de câmeras de segurança mostraram uma briga generalizada. Vale ressaltar que o MP não prestou denúncia contra os demais jogadores envolvidos por avaliar que as ações se tratavam de legítima defesa - diferente de Herrera.